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DOIS NOMES QUE PODEM MUDAR A VIDA

Ano do Centenário já oficializado pelo prefeito Marco Antônio Lage
O ano de 2021 começou com nuvens aparentemente negras para Itabira e região em luta contra a Covid-19.  O cidadão está, contudo, vendo mais que tudo, o  bom da vida. Esta uma proposta que segue intata para cada morador das cidades, as quais propomos que criem entre si uma associação determinadamente focada e dirigida à integração regional, desenvolvimento conjunto.
A esta proposta, anunciada pelo prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage, em seu discurso de posse, incorporam-se dois exemplos que estarão na mente de cada um durante o transcurso dos 365 dias como fontes inspiradoras para o trabalho.
Ineditamente, Itabira tem dois nomes de destaque – Dom Mário Teixeira Gurgel e Dr. Colombo Portocarrero de Alvarenga – e eles completaria um e completa outro – cem anos de vida neste ano.
Extraordinário também é a cidade e a região poderem abraçar um seu personagem, não apenas vivo, mas acima de tudo ligado ao mundo com saúde, paz, amor e entusiasmo, Dr. Colombo.
Marco Antônio Lage propôs o ano comemorativo dos dois centenários, a Câmara Municipal aprovou por unanimidade e, de volta ao chefe do executivo o projeto, este assinou a lei oficializando 2021.
Agora é viver intensamente os exemplos deles.

DOM MÁRIO TEIXEIRA GURGEL

Dom Mario

Dom Mario

Dom Mário Teixeira Gurgel tornou-se o segundo bispo da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano em 18 de junho de 1971, sucedendo a Marcos Antônio Noronha. Vamos a um resumo de sua  vida:
Nasceu em 22 de outubro de 1921 em Iguatu (CE). Filho de Mário Teixeira Gurgel e Ana Alda Teixeira Guedes. Mais tarde adotaria o nome do pai, homenageando-o por toda a vida.
Fez profissão religiosa em 2 de fevereiro de 1938 na Congregação Salvatoriana, no Rio de Janeiro.
Em 29 de junho de 1944 ordenou-se padre, no Rio de Janeiro. Depois de fazer Ordenação Episcopal (tornar-se bispo), em 14 de maio de 1967, é nomeado titular de Sesta e Auxiliar de Dom Jaime de Barros Câmara, então arcebispo do Rio de Janeiro.
Em 23 de junho de 1996,  transmite o báculo a Dom Lélis Lara, este que se torna bispo de Itabira. A partir de então recebe o título de Bispo Emérito da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano.
Voltando à chegada de Dom Mário à cidade, aí faz cumprir seus  25 anos como titular da Diocese Itabira-Coronel Fabriciano. Optou por aí cumprir o seu tempo de vida como Bispo Emérito na cidade a que demonstrou intenso amor.
As suas realizações na Diocese foram marcantes a partir do trabalho de catequese e evangelização, adotando como prioridade a questão social. Construiu dois seminários, em Itabira e em João Monlevade; manteve ligação direta com entidades internacionais, como Meder, Misercor e Adveniat; desenvolveu trabalho determinado na área de Educação, destacando sua liderança na implantação da Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira (Funcesi), que presidiu por dois mandatos.
Trabalho incansável na área de Saúde, principalmente destinado à recuperação do Hospital Nossa Senhora das Dores, de que foi, também, seu provedor e nele realizou brilhante trabalho de instalação de UTIs modernas que permitiram tornar o hospital no caminho de ser autossustentável.
Citado em seu testamento, menciona, além da criação da Pastoral da Criança, a instituição da Legião de Maria, associação religiosa que era seu orgulho. A dedicação à construção de uma igreja no Bairro Pedreira do Instituto também se constituiu como um de seus planos, que deixou iniciada.
Às 11 horas e 16 minutos do sábado, 16 de setembro de 2006, faleceu, na UTI do Hospital Nossa Senhora das Doces, onde deixou trabalho marcante e lá ficou a sua lembrança para sempre.
O prefeito Marco Antônio Lage e a Câmara Municipal o incluíram, ao lado do médico Dr. Colombo Portocarrero de Alvarenga, como homenageado do Ano do Centenário em 2021.

DR. COLOMBO PORTOCARRERO DE ALVARENGA

Dr. Colombo e Dr. Édson Pereira Lima

Dr. Colombo e Dr. Édson Pereira Lima

Dr. Colombo Portocarrero de Alvarenga é, com certeza, o primeiro itabirano a ser homenageado em vida pelo transcurso de seu destacado centenário. A notoriedade lhe dá outro destaque: faz cem anos de vida em 17 de junho deste ano com muita alegria e transmitindo exemplos de jovialidade, saúde, muita confiança e absoluta certeza de oferecer exemplos a muitos seres humanos que se deprimem no envelhecimento. Ele, pelo contrário, transmite otimismo e segurança. E também a sua querida Eny, que ele próprio enobrece como de memória invejável.
Para que a homenagem se torne mais mais familiar, de uma forma efetivamente inesquecível, extraímos do livro “Morro Escuro”, de autoria de Rosemary Penido de Alvarenga (1990 e mais 3 edições), palavras do próprio Dr. Mauro de Alvarenga sobre o seu dileto irmão, que transcrevemos com a autorização da autora. Palavras que emocionam já no início da obra. Ei-las:
“Colombo é o mais novo, o caçula. Ainda novo, conservado, traz o corpo esbelto como os têm os outros irmãos. Também médico, como eu, aposentou-se, sem largar a medicina. Não raro, atende um cliente amigo e, se chamado pelos colegas, ajuda nas operações. Então, vai a pé para o hospital. É seu cooper.
Joga voley no time das “Coroas”, sem o menor acanhamento por ser bendito-fruto. E faz poesia para elas, brincando com a braveza de uma, gozando o ciúme da outra, fazendo a maior farra com os incidentes dos jogos.
Quando fiz oitenta anos, bem cedinho ele jogou sob a porta uma longa poesia, contando toda a minha vida e sumiu. Meus filhos leram alto o poema e ninguém ficou indiferente. Alguns até choraram, inclusive Biella e eu, claro.
Faz letras para escolas de samba, deixando para outro a parceria musical.
Não teve filhos. Poderia, por isso, fazer os mais belos passeios, pois dinheiro não lhe falta. Mas Eny e ele são acomodados, não se veem atraídos por viagens.
Divertido, está sempre pronto para uma expressão jocosa ou irônica., também para uma brincadeira de muito humor. Como naquele dia em que  sua mulher, sentindo-se prejudicada no jogo, provocada por ele, rasgou o tabuleiro de papelão, em protesto. Colombo comprou outro, de madeira. Deixou passar uns dias para o pleno esquecimento do episódio e convidou-a a jogar. Ela se sentou, inocente, começou a dispor as peças, quando o marido se levantou, em silêncio, foi lá dentro buscar o serrote e ainda sem palavras o colocou ao lado para uma eventual necessidade.
É assim o Colombo. Ninguém fica com raiva dele; acham-no um companheiro e tanto. Vem me visitar, chega bem cedo e fica pouco. Porém, se não aparece, quero logo saber o que houve, o que foi mesmo que aconteceu com ele”.

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