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Será que a população de Itabira merece isso? Deu o Cauê de presente como fonte de receita que ergueu uma das maiores empresas de mineração do mundo. Continua na dúvida se será deixada de lado pela empresa em 2028, como já foi anunciado. Vem a Covid-19 subtrair a paz das pessoas, outro ataque ao seu estado psicológico.
Agora o fato que pode ser considerado normal, mas que inspira insegurança à população. De sua casa, preso como se tivesse cometido crime hediondo, o itabirano vê helicópteros sobrevoarem seus arredores, procurando informações técnicas nas 15 barragens de rejeito de minério de ferro. Segundo a empresa, a finalidade da operação é chegar-se a informações sobre segurança das estruturas das barragens.

“AEROLEVANTAMENTO” INÉDITO E DÚVIDAS

A Vale havia divulgado, nas redes sociais, por meio de texto intitulado “Vale Informa: Levantamento de dados e cavas por meio de aerolevantamentos” que faria um levantamento de dados em barragens e reservatórios de Itabira por meio de técnica inédita. O trabalho duraria 40 dias. De acordo com a mineradora é aprovado, ou recomendado, pela Agência Nacional de Viação Civil (Anac) e Ministério da Defesa.
O grande problema é que os moradores próximos, e mesmo os mais distantes, não tinham conhecimento da operação, que começou no dia 23 de janeiro e que deveria encerrar-se em 4 de março. Mas prossegue. E não se sabe até quando.

FALA MEIO AMBIENTE DA PMI

Notícia Seca solicitou informações ao secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Itabira, Denes Lott, que respondeu atenciosamente aos questionamentos. Ele enviou a NS a mesma informação que a Vale distribuiu. As questões se resumem nas seguintes dúvidas:
— A operação continua?
— Por que o prazo foi estendido?
— Alguma anomalia foi detectada?
— Haverá providências a serem tomadas depois do aerolevantamento?
— Existe algum dado que possa ser tranquilizador para a população quanto à sua segurança?
— Quais os dados de segurança das 15 barragens existem, por ventura, para ser levados ao conhecimento da população itabirana?
Estas questões foram apresentadas ao secretário Denes Lott, que respondeu assim: “O trabalho continua. Não vejo motivo para que o município busque paralisar a atividade”. E admitiu que a questão de segurança da população é de responsabilidade do poder público em primeiro plano.
Observação: ninguém sugeriu a paralisação da operação. Apenas mais explicações.
NS/Ana Flavia Meneses Gueiros
Vídeos: Ana Flavia Meneses Gueiros
Foto: Divulgação

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