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Começou, na terça-feira, 1° de junho, o ciclo de palestras que comemora a Semana Mundial do Meio Ambiente em Itabira. O primeiro tema abordado foi “Mudanças climáticas e poluição urbana”, com a professora doutora da Unifei Itabira, Ana Carolina Vasques Freitas. Além da educadora, participaram do bate-papo o prefeito Marco Antônio Lage e o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (SMMA), Denes Lott. A palestra completa está disponível no canal da Prefeitura no Youtube.

Prefeito Marco Antônio Lage e secretário Denes Martins da Costa Lott debateram o tema da semana via Youtube (Crédito: Coord. Com. Social – PMI

Prefeito Marco Antônio Lage e secretário Denes Martins da Costa Lott debateram o tema da semana via Youtube (Crédito: Coord. Com. Social – PMI)

MUDANÇAS CLIMÁTICAS E POLUIÇÃO URBANA

Durante a conversa, a professora Ana Carolina reforçou a importância de discutir os temas relacionados à poluição urbana e os impactos na saúde das pessoas, uma vez que, segundo ela, a poluição atmosférica é responsável pela morte de mais de 7 milhões de pessoas no mundo, sendo que mais de 300 mil só no continente americano. “A poluição atmosférica causa um impacto na saúde e pode causar a morte das pessoas também. É preciso controlar e monitorar os níveis de interferência no ar. Existem poluentes que são monitorados, mas tem outros que não são, por exemplo, e isso pode prejudicar. Outro dado preocupante é que 70% da população do Brasil está exposta ao nível acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), considerando o material particulado fino”, afirmou a professora.

Ana Carolina ainda se mostrou otimista em relação ao cenário de Itabira, que é uma cidade mineradora, mas que possui grande potencial para executar políticas públicas voltadas ao meio ambiente. “Nós podemos escrever a história como Itabira sendo a primeira cidade que vai passar por um processo de revitalização, passar de uma cidade extremamente mineradora, para um município revitalizado. É possível, basta vontade”, considerou a professora.

Córrego da Penha no centro de Itabira: ainda há poluição por aqui: ETE não capta sequer 20% dos esgotos domésticos da cidade (Crédito: Itabira Online)

Córrego da Penha no centro de Itabira: ainda há poluição por aqui: ETE não capta sequer 20% dos esgotos domésticos da cidade (Crédito: Itabira Online)

MINERAÇÃO: PREFEITO ABORDA TEMA

O prefeito Marco Antônio Lage disse que a Semana do Meio Ambiente é uma oportunidade importante para ampliar a discussão a respeito de Itabira, já que para construir uma cidade mais justa e sustentável é necessário o apoio das secretarias, universidades e sociedade civil. Ele também reiterou a necessidade de conversar sobre a mineração em Itabira, que completa 80 anos de atividade ininterrupta no ano que vem, e do futuro não só da economia do município como também do território explorado.

“Nós temos um plano ousado nesse sentido. Nosso território minerado é enorme e vai passar por um processo de regeneração, fechamento de minas, de descomissionamento de barragens e isso tudo é um cenário que teremos que trabalhar. Faz parte de uma agenda estratégica que temos e a universidade é uma das protagonistas nesse processo”.

Ainda, Marco Antônio afirmou que todos os esforços estão direcionados para construir uma Itabira sustentável, com sua regeneração da vegetação pós- minério e barragens seguras, para que os rastros da mineração sejam tratados de forma correta.

Na oportunidade, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Denes Lott, trouxe um panorama do dia 5 de junho, comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, e reforçou o seu compromisso com Itabira. “Nós estamos em uma cidade em que há maior concentração de exploração mineral por metro quadrado. Chegamos ao ponto que, a exploração nesse nível, nessa escala, chega talvez no padrão de exaustão. Esse fim está cada vez mais próximo. Isso nos chama a atenção para a ideia de fechamento de mina e ao mesmo tempo temos a reflexão do uso futuro dessa área, desse território minerário”, pontuou o secretário.

Qualquer ventania em Itabira provoca este caos: a poeira cobre praticamente toda Itabira, o que pode acabar com a exaustão. Mas e a receita da Prefeitura? (Crédito: Vila de Utopia)

Qualquer ventania em Itabira provoca este caos: a poeira cobre praticamente toda Itabira, o que pode acabar com a exaustão. Mas e a receita da Prefeitura? (Crédito: Vila de Utopia)

OUTRSOS DEBATES EM DESTAQUE

Na quarta-feira (2) o diretor-presidente da Empresa de Desenvolvimento de Itabira (Itaurb), Danilo Alvarenga Freitas, ministrou discussões acerca de “Gestão dos resíduos sólidos em tempo de pandemia: desafios e impactos”.

Este não é o caso de Itabira: urubus já sumiram, mas o fato ocorre em parte no chamado Aterro Controlado, que é mais um lixão da cidade (Foto: Arquivo)

Este não é o caso de Itabira: urubus já sumiram, mas o fato ocorre em parte no chamado Aterro Controlado, que é mais um lixão da cidade (Foto: Arquivo)

Este não é o caso de Itabira: urubus já sumiram, mas o fato ocorre em parte no chamado Aterro Controlado, que é mais um lixão da cidade (Foto: Divulgação)

Este não é o caso de Itabira: urubus já sumiram, mas o fato ocorre em parte no chamado Aterro Controlado, que é mais um lixão da cidade (Foto: Divulgação)

Na quinta-feira (3), último dia de palestra, será a vez do responsável pela pasta de Meio Ambiente, Denes Lott, abordar o tema “Fechamento de mina”. Todas as palestras são transmitidas pelo YouTube da Prefeitura, sempre a partir das 18 horas.

DE DOUTOR COLOMBO PARA DOUTOR MAURO

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