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A atmosfera do novo exoplaneta encontrado a 90 anos-luz de distância pode conter algo bastante comum à Terra: nuvens cheias de água. Intitulado TOI-1231 b, o planeta localizado fora do Sistema Solar é um pouco maior do que a Terra, e órbita uma estrela avermelhada e pequena, menor e mais fraca do que o nosso sol, uma estrela anã-vermelha conhecida como NLTT 24399, completando uma volta ao redor dessa estrela a cada 24 dias terrestres – a descoberta será publicada em uma próxima edição da revista científica The Astronomical  Journal

EXOPLANETA DE BAIXA DENSIDADE

Representação artística do TOI-1231 b com suas nuvens © Nasa

Representação artística do TOI-1231 b com suas nuvens © Nasa

Ao determinar o raio e a massa do exoplaneta, os pesquisadores puderam então calcular sua densidade e composição – e assim concluir que se trata de um planeta de baixa densidade, de composição gasosa e não rochosa como a Terra. Apesar de ser oito vezes mais próximo de sua estrela do que nós somos do sol, tudo indica que a temperatura do TOI-1231 b é similar à Terra, por conta do tamanho e da força menores da NLTT 24399 se comparada ao sol. “TOI-1231 b é bastante similar em tamanho e densidade a Netuno, então achamos que tem uma atmosfera grande e gasosa similar”, comentou a líder do estudo Jennifer Burt, ligada à Nasa.

MARTE REGISTRA NUVENS DE ÁGUA

Planeta Vermelho também apresenta nuvens de água no seu interior (Foto Google)

Planeta Vermelho também apresenta nuvens de água no seu interior (Foto Google)

A baixa temperatura do planeta Marte– com uma média de cerca de 60º C – sugere a forte hipótese do TOI-1231 b apresentar nuvens de água. “TOI-1231 b é um dos únicos planetas que conhecemos de tamanho e temperatura similares (à Terra), então futuras observações desse novo planeta irão nos permitir determinar quão comum ou raras são formações de nuvens de água ao redor desses mundos temperados”, afirmou Burt em comunicado. O planeta é, assim, similar ao exoplaneta K2-18 b, descoberto em 2015, que em observação detalhada recente apresentou fortes indícios de possuir água em sua atmosfera.

PLANETA ESTRANHO, MAS VIÁVEL

O satélite TESS em representação da Nasa © Wikimedia Commons

O satélite TESS em representação da Nasa © Wikimedia Commons

Tais conclusões foram alcançadas a partir de observações realizados pelo satélite Tess, da Nasa, desenvolvido para justamente buscar e examinar exoplanetas – a fim de, entre muitos propósitos, quem sabe encontrar um planeta similar ao nosso: e se o Toi-1231 b é ainda bastante diferente, as semelhanças apontadas são um importante aspecto de tal busca. “Um dos mais intrigantes resultados da ciência de estudo de exoplanetas das últimas duas décadas é de que até aqui nenhum dos novos sistemas planetários que descobrimos se parece com o nosso Sistema Solar”, afirmou Burt. “O novo planeta descoberto ainda é estranho – mas é um passo mais próximo à semelhança com planetas vizinhos”.

Por Vitor Paiva (Escritor, jornalista e músico, doutor em literatura pela PUC-Rio, publica artigos, ensaios e reportagens)

NOTA DA REDAÇÃO

Decolagem do foguete Falcon 9, que levou em 2018 o TESS ao espaço: constantes visitas ao espaço sideral ainda não levou a ciência a conclusões seguras © Wikimedia Commons

Decolagem do foguete Falcon 9, que levou em 2018 o TESS ao espaço: constantes visitas ao espaço sideral ainda não levou a ciência a conclusões seguras © Wikimedia Commons

Que nos desculpem os cientistas, mas eles têm uma dívida perante a verdade. Nunca admitiram uma hipótese plenamente viável: todo planeta pode ou deve ser habitado. Esses cientistas andam  procurando água noutros planetas. Não seria possível extraterrestres viveram sem água? Não existiriam novas raças, novos povos, novas  naturezas? E, olhem, a raça dos terrestres pode ser a mais atrasada. Precisam, urgentemente, começar deste patamar: os habitantes de outros planetas são diferentes.

E uma pergunta de leigo para grandes especialistas em estudos interplanetários: acreditam que um universo de tamanho infinito só teria um grão de milho, que é a Terra, com habitantes e ainda tão atrasados, a ponto de não saberem quem são, de onde vêm e para aonde vão?

Com a palavra os inteligentes.

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