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Ela é mesmo nômade, como diz de si própria, ou tem algum motivo para nutrir simpatia por Itabira como o provincianismo comum exige? Traz  mudanças que podem ser consideradas significativas, ou é somente uma criatura anônima que chega para cumprir tarefa corriqueira?  Karina Rocha Lobo detém algum tipo de conhecimento novo para revolucionar um setor que está ligado diretamente ao social e ao econômico de uma urbe, ou é apenas apresentada como a  primeira mulher que dirige uma autarquia chamada Saae de quase 70 anos e tem currículo recheado somente de fotos e flores?

Na tarde de 13 de abril passado, falamos com ela e tomamos, de início, um pequeno susto com a sua proposta de trabalho a partir do “zero tudo”. Embora já tivéssemos conhecimento de parte de  sua trajetória profissional — economista pela Unicamp; MBA em  Compliance e Gestão de Risco (Trevisan) etc. — era bem desconfiável que ela se encaixasse no perfil que o itabirano, em comentários ventilados nas redes sociais, traçava: uma “ilustre desconhecida”, “forasteira” na cidade em que se estabeleceu, veio trabalhar  como “aventureira”, escolhida pelo prefeito.

O “zero tudo” quer dizer: a nova gestora do Saae pode provar que é uma surpresa bem significativa e positiva  no governo Marco Antônio Lage pela sua conduta somada ao trabalho já executado na vida.  Ela chegou ao Saae e começou a fazer uma nova estruturação na autarquia sexagenária. A surpresa se resumiu no seguinte: em mãos do serviço de tratamento e distribuição de água e da capacidade de tratar e enviar o que era esgoto  para três bacias hidrográficas,  tem a vantagem nas mãos de poder desenhar o futuro itabirano: será uma cidade que continuará restrita e encolhida no aglomerado atual, ou que crescerá definitivamente, superando os bloqueios que a atingem. Das duas uma: ou vence o pessimismo tipo Tutu Caramujo, ou vem aí um novo otimismo trazido por novos olhares.

Considerando que a água e o esgoto representam a base de tudo, seria ela, Karina Lobo, por exemplo, uma espécie de reencarnação de Maria Casimira de Andrade empreendedora ousada do século 19, fundadora, com Domingos Martins Guerra, da Fábrica de Tecidos da Gabiroba. Naquele  tempo em que cabia à mulher apenas cuidar do lar, Casimira construiu um dos pilares da economia de Itabira. Hoje, com uma visão de futuro, a expansão do Saae e a sua requalificação, daria uma visão clara do que será o novo futuro que, com certeza, Karina faria parte dele.

Solteira, 49 anos, paraibana de Campina Grande, a economista trabalhou e estudou em Recife (Pernambuco), depois São Paulo (Capital) e, finalmente, há seis anos reside na zona rural de Itabira, entre os distritos de Senhora do Carmo e Ipoema, trabalhando, é claro, no meio rural e na sede da terra de Drummond. Ela própria se apresenta como profissional de gestão de empresa. A novidade é que saiu do setor privado para o público. A segurança de seu otimismo também aparece em suas palavras como fator positivo.

As respostas sobre sua capacidade de transformar o Saae podem estar em seus projetos e aspirações. Daqui para a frente Karina Lobo está com a palavra bem clara e sem rodeios.

Karina Lobo por Karina Lobo

Sou graduada em Economia, fiz pós-graduação em Auditoria Interna, especialização em Compliance e Gestão de Risco e especialização no setor elétrico.  Nasci em Campina Grande (Paraiba), mas com um ano somente fui para Recife onde fiquei até 1997. Depois fui para Londres, morei lá, voltei e me formei em Economia. Em 1999,  fui para São Paulo, onde permaneci até 2016. Em dezembro de 2016 vim para Minas Gerais e passei a morar na roça, entre Ipoema e Senhora do Carmo, distritos de Itabira.

Água em abundância: esforço do Saae é não faltar. Para maior segurança, primeiro vem a organização e reestruturação da autarquia itabirana/Foto: redes sociais

Quando me perguntam de onde sou, digo que sou nômade. Comecei estudando Ciências Biomédicas. Faltando um ano e meio para me formar, tranquei o curso e fui fazer Economia. Meu primeiro estágio em Economia foi na Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Depois fui para o Banco do Brasil, e aí passei no processo seletivo em São Paulo. Tinha acabado de me formar em Economia.

Participei da equipe que estruturou o setor de energia elétrica no Brasil. Fizemos o processo de migração do setor elétrico. Então, ao me perguntarem o que minha experiência tem a ver com o Saae, digo que é gestão. Não importa se a empresa é do ramo alimentício, de calçado, se é de saneamento, sou gestora.

Agora, lógico, tive um grande choque cultural de migração da gestão privada para a gestão pública. Na gestão privada, se as metas não são alcançadas você consegue o desligamento imediato daquele colaborador. No setor público há algumas etapas a serem vencidas. A questão é gestão e gestão você faz em qualquer local.

José Sana entrevista Karina Lobo: diretora-presiente do Saae mostra uma visão otimista de Itabira; trabalho que envolve água e esgoto desenha o futuro /Foto: Brander Gomes

Saae, uma história cheia de crises

 O Saae completa  67 anos no dia 20 do mês que vem (maio). Então, não tem como você não ter crise em tanto tempo de empresa. A gente está falando de água. Sou movida a desafios.

O prefeito me convidou para ir para a área de Auditoria Interna e Controladoria na Prefeitura, então atuei 90 dias no controle interno, quando recebi esse desafio de ser a diretora-gestora do Saae.

Recebi o Saae  depreciado, muito sucateado. Fiquei abismada. Eram transcorridos até então mais de dois anos sem compra de materiais, coisas básicas, como insumos, uniformes, as próprias estações estavam largadas. Estamos recuperando esse histórico e resgatando até os próprios servidores que estavam completamente desacreditados, sem ver futuro na organização.

Para mim foi um choque muito grande quando tive uma conversa com uma auditora: a nossa água passa por uma análise a cada duas horas, todas as estações, e alguns parâmetros são acreditados. A auditora quis conversar comigo porque estávamos no ponto de perder essa acreditação por falta de insumos e material.

A acreditação, um método que não se pode perder

Aí falei com ela: ‘Assenta aqui, vim dessa área de controladoria, trabalhei só com isso durante os últimos cinco  anos. Eu sei do que você está falando. Enxergo a auditoria como minha aliada para me mostrar o caminho correto a seguir. Ela queria ver se haveria comprometimento da alta direção em sanar aquelas inconformidades no curto espaço de tempo. Não podemos perder a acreditação de algo que é básico e que dá credibilidade aos nossos clientes, que é a qualidade da água.  Precisamos manter a  certificação que busca, por meio de padrões e requisitos previamente definidos, promover a qualidade e a segurança da assistência no setor de saúde. Agimos rapidamente. Então, fará um ano que estou aqui e digo que é uma luta diária para recuperarmos esse tempo perdido. Perder é rápido, recuperar é muito mais moroso o processo.

Desafios e premissas alinhadas

Sou movida a desafios e o primeiro desafio foi e é conquistar a credibilidade e a confiança dos servidores. Para mim, é muito tranquilo isso porque as minhas premissas estão muito alinhadas com as diretrizes dadas pelo prefeito, de transparência, credibilidade, de fazer o que é certo e o melhor para a cidade.

 Na verdade, o susto maior foi com esse mundo do público versus privado, aquilo que eu estava acostumada. Mas desde quando eu vim para Itabira, para a zona rural, vim para cá buscando qualidade de vida, desaceleramento. Vim para Itabira em dezembro de 2016 para fugir daquele ritmo maluco de São Paulo.

O meu primeiro choque foi com a prestação de serviços aqui. Estava acostumada com um padrão de atendimento e disponibilidade lá em São Paulo. Só de pedreiro tive sete.

Itabira, qualquer outra cidade sob o questionamento: quer crescer? Então necessita de água de qualidade, abundante, e esgoto tratado /Foto: Brander Gomes                                                                                                                                                                                                                                                                                            Quando cheguei ao Saae, a primeira coisa que me preocupou foi: ‘Como a gente atende, como o Saae atende seus clientes’. Essa etapa não consegui vencer ainda. Algumas coisas que já pedi para o posto de atendimento, por exemplo,  senha para orientar e organizar a ordem de chegada. A grande demanda lá é por segunda via.

Essa é uma novidade que está em teste: o envio das contas por e-mail. O setor elétrico é predominantemente masculino e machista em São Paulo. Imagina uma mulher nordestina em 1999 no meio do setor elétrico. A gente estava montando um novo setor elétrico. A minha primeira grande função foi passar o conceito do novo para todas as diretorias. Só via gente antiga, de 20, 30 anos de casa.

Primeira mulher à frente do Saae

Aqui também sou a primeira mulher a ocupar essa cadeira de diretora do Saae e essa pergunta é recorrente: ‘Como foi vencer essa barreira?’ Acho que tomei tanta porrada lá atrás que isso para mim hoje não faz diferença. Discuto tecnicamente, discuto assunto, não discuto gênero.

Assim, vou levando um trabalho intenso, cobrando e exigindo de mim resultados, os quais vão chegando na velocidade que espero ocorrer.

Buracos itabiranos já ‘tradicionais’

Vejo que têm vários pontos de melhorias no sentido de tapamento de buracos. Acho que uma linha adotada  é a de centralizar as demandas. Antes o  que acontecia: a Secretaria de Obras tinha um contrato e o Saae tinha outro contrato. A gestão desses contratos eram distintas. Então, fizemos uma unificação. Digamos que você está aqui na rua Nossa Senhora do Carmo. O buraco foi feito pela chuva, e aí o que acontecia? O pessoal de Obras passava e consertava os deles e deixava os do Saae, que estava ali ao lado. Não faz o menor sentido. Para a população isso é um descaso. ‘Consertou um e não consertou o outro? Que incompetência é essa?’ — questiona o cidadão.

Então, desde o início do ano, a gestão é uma só, toda centralizada na Secretaria de Obras. Com isso, acredito que a gente tende a recuperar bem mais rápido, porque qual é a função do Saae? Água e esgoto. Não é expertise do Saae fazer compactação adequada e tapar buracos. Essa é uma função muito mais inerente à Secretaria de Obras.

Unificação das secretarias: etapa estrutural

 Esta é a tendência que a gente está adotando agora: unificação das secretarias. É uma outra orientação do governo Marco Antônio: trabalhar em parceria, todas as secretarias unidas em prol de um só objetivo.

A Secretaria de Obras chega e diz: ‘Karina, vamos fazer recapeamento em determinadas ruas. O Saee precisa mexer nas redes?’ Então, passa esse planejamento para o Saae e fazemos o estudo  para ver se será preciso trocar a rede de água ou de esgoto, de forma a evitar quebrar um asfalto novo. Um exemplo bom disso foi a rua Tabelião Valdemar de Alvarenga Lage, no Água Fresca. Lá ia ser só um recapeamento, um remendo. Aí a gente falou: ‘Não, já que vai mexer, vamos trocar as redes de água e esgoto também’.  É um trabalho de parceria.

Essa parceria já funciona também lá no Colina da Praia, nas ruas 19, 23, 24 salve engano. Teve uma outra recentemente que visitamos na semana passada. Isso vai ser uma vantagem muito interessante  para a população. Você tem um ganho de não ter de quebrar o asfalto só para um objetivo. Nessa união entre as secretarias e o Saae, quem ganha é o contribuinte.

O Saae não nega ligações. Elaborar projeto é o caminho

Importante ressaltar que a gente não faz mais ligação sem projeto. O princípio de tudo é um projeto com uma justificativa técnica. Essa parte de água, de ampliação, temos  Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que até 2026 precisa universalizar o acesso à água. Em busca dessa universalização estamos fazendo melhorias. Estamos levando água para várias comunidades. Existem comunidades desejando serem abastecidas pelo Saae para a obtenção de um controle de qualidade mais efetivo. Estamos fazendo estudos nessas comunidades e considerando a individualização.

Sobre as ligações negadas, consideramos pendências, ou seja, seriam hoje em torno de 190, aproximadamente. Mais de 3 mil, não chegamos a este número absurdo. Talvez alguém tenha informado sobre governos anteriores.

Perdas: a que percentual chegamos?

Quando aqui cheguei, pedi para resgatar um comitê focado só em perdas. Esse comitê foi reativado e já saíram algumas ações. Primeiro, o Saae tem expediente até as 17 horas. Então, após as 17 horas não pode ter vazamento na cidade? Isso não existe. Criamos um terceiro turno, uma equipe noturna. Um pessoal que entra mais tarde e sai mais tarde. Não existe aquilo de só fechar o registro e voltar para resolver no outro dia ou às vezes nem fechar o registro. Isso reduziu muito o tempo do vazamento e da ação nossa. Temos uma equipe plantonista não só nos fins de semana, mas em todos os dias.  Estamos também fazendo uma reformulação no nosso sistema, vendo a possibilidade de inserir no site informações sobre os níveis dos reservatórios.

Essa equipe de perdas se reúne uma vez por semana e a estamos atacando, principalmente, a parte de modernização da rede, que envolve troca de redes, adutoras e hidrômetros. A gente tem uma série de hidrômetros com mais de oito anos que precisam ser trocados. Isso já está mapeado.Na parte de automatização, existe hoje em dia muita tecnologia voltada para você medir pressão de rede. Esse retorno rápido faz parte das metas que vamos alcançar ao longo dos próximos anos.

Quanto ao percentual de perdas, o Saae estima que de 40 a 45% são registradas nas redes de Itabira. A média brasileira é de 40%. Precisamos reduzir isso, acabar é um pouco mais complicado.

Até resolver a obra do rio Tanque teremos água?

Não se pode falar em sair dessa dependência da mineração sem pensar em crescimento e desenvolvimento econômico. E não se faz desenvolvimento econômico sem água. Como você vai atrair uma empresa para a cidade que não tem fornecimento de água resolvido? Água nós temos. O problema vai ser resolvido com o rio Tanque. Mas até lá, estamos fazendo um trabalho muito forte junto à Vale e ao Ministério Público para que a Vale cumpra o seu Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que é a entrega dos 160 litros por segundo no anel hídrico.

Outra providência que estamos tomando é desmistificar que o anel não é anel. Ele não faz a interligação total de todos os reservatórios. Então, precisamos construir essa alça final para que, de fato, consigamos fazer manobras na utilização de todos os reservatórios.

Além da redução de perdas, a exemplo da iniciativa já adotada, providenciamos também a troca dos filtros da Pureza, que melhorou muito a capacidade dela e, assim, estamos promovendo a modernização de todas as estações.

Sobre os poços artesianos, um  dos que não funcionam ainda é o do Areão, mas continuamos a tentar a recuperação dele. Para você ter noção, a gente tem reunião semanal para tratar deste assunto: Vale, Saae e com a auditoria externa  contratada pelo Ministério Público. Então, esse é um tema que estamos monitorando semanalmente.

Rio Tanque, o milagre salvador: será em 2024?

 A obra do rio Tanque não é nossa, do Saae. Toda a responsabilidade de sua execução é da Vale. Estamos  finalizando o projeto básico, que está na fase de validação de documentos. Dessa etapa de validação, o Saae participa e discute como vão ser feitas  as estações elevatórias. Salvo engano, pelo cronograma, as obras se iniciam ano que vem. A etapa agora é de licenciamento ambiental.

Apesar das discussões que às vezes são ventiladas por aí, essas terminaram, a  escolha já foi feita: a captação do rio Tanque já está definida. Eram cinco alternativas em cinco locais. Duas foram descartadas de imediato, porque passavam dentro de outros municípios. Então,  priorizaram-se três e a escolha do local de captação foi adotada com base em questões técnicas.

A previsão de término da obra é fim de 2024, mas estamos trabalhando para antecipar. Não queremos passar o período seco de 2024 sem contar com o  rio Tanque. Estamos trabalhando para que seja finalizada, estourando em agosto de 2024, para pegar o período seco com o rio Tanque operando.

Sempre apresento em reuniões este problema:  a população itabirana não para de crescer. Temos oficialmente uma população de 120 mil habitantes, mas não entra na conta a população flutuante que trabalha nas terceirizadas. Eu não trabalho só com 120 mil habitantes.

A gestão de água é, na verdade, um conjunto. Tem a parcela Saae, a parcela Vale, a parcela consumidor e a parcela natureza.  A única variável que a gente não controla é a natureza. As demais variáveis têm como controlar: o Saae modernizando sua estrutura, reduzindo perdas; os consumidores fazendo um consumo consistente; a Vale fazendo a entrega do compromisso acordado dos 160 litros por segundo.

Se a gente trabalhar com esses quatro pilares, dos quais podemos ter controle de três, a intenção é não sofrer o que a cidade já sofreu. Desde quando passei a adotar esses parâmetros, foi mudada a concepção de perdas e de crescimento populacional. Ou seja, não temos apenas 120 mil habitantes. Considerando que temos hoje, agora, 43.687 economias (ligações) devo considerar uma população acima de 135 mil habitantes.

Na parte de recuperação de nascente, estamos com um trabalho grande agora na parte da Pureza, o projeto ‘Águas de Itabira’, que vai ser em parceria com o Meio Ambiente.

E o esgoto? Como vai o nosso esgotamento sanitário?

Mas não só de água vive o Saae. Temos uma preocupação também com o tratamento do nosso esgoto para não contaminar os rios, porque é cíclico, não é? Falamos muito de água, mas é preciso se preocupar com o esgoto. Estamos trabalhando muito nisso, principalmente na zona rural. Estamos levando a tecnologia dos biodigestores para a zona rural, um piloto na comunidade de Morro Santo Antônio, com biodigestor, bombonas, para não ter preocupação de ficar  indo dar manutenção, o que gera  um custo altíssimo. Tudo que a comunidade precisa fazer  é uma vez por mês, colocar um balde de esterco lá. Pronto.

A ETE  Laboreaux foi uma das primeiras estações que visitei. Esgoto é algo que também não recebia muita atenção aqui em Itabira. Então, estamos finalizando a duplicação da ETE  Laboreaux. Quando finalizar, o que está previsto para este ano, vamos começar a renovar a parte antiga. Vamos colocar em operação a parte nova e reformar toda a parte velha, pois já faz um tempo de existência.

Só a ETE Laboreaux trata 55% do esgoto da cidade. Com a duplicação, a gente vai alcançar uns 80%  a  90%. Só que, além de Laboreaux, teremos a ETE do Barro Branco, que vamos construir, a ETE Carmo e a reforma da ETE Ipoema. A ETE Pedreira está prevista para sair no ano que vem.

Futuro, pessoal, “Águas de Itabira”

Estamos com muita gente à beira da aposentadoria. Então,  a tendência do número de funcionários existente hoje, 230 ,  é dar uma reduzida, por isso estamos providenciando a atualização do Plano de Cargos e Salários para que consigamos fazer um concurso com o objetivo de reposição. Não vamos fazer concurso sem antes ter essa atualização dos cargos e salários. Primeiro precisamos montar, de fato, uma estrutura aderente à realidade do Saae. Precisamos fazer um concurso voltado à expertise necessária para a estrutura da autarquia.

 

 

 

 

 

 

 

Em solenidade do Seminário das Águas, Prefeitura lançou o projeto “Aguas de Itabira”: prefeito Marco Lage falou sobre a importância de envolvimento da comunidade (Foto: Magno News)                                                                                                                                                                                                                              Lembrando o que me foi solicitado como resposta, no Parque Água Santa temos feito algumas intervenções para limpeza, enquanto não providenciamos a troca da rede. Faz parte do projeto de revitalização, mas está em andamento.

E sobre o “Projeto Mãe D’Água”, veio, como consequência aprimorada o “Preservar Para Não Secar”. Aí  tudo foi interrompido pelo governo Ronaldo. Marco Antônio voltou agora com o “Águas de Itabira”, lançado no Seminário das Águas. O edital, salvo engano, será lançado em abril ou maio deste ano, já.

José Sana

Com Érico Porto

Fotos: Brander Gomes

NS
José Sana, jornalista, historiador, graduado em Letras, nasceu em São Sebastião do Rio Preto, reside em Itabira desde 1966.

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