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Boa tarde - Itabira, sábado, 14 de dezembro de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

GERAL  
ZANA NAS ALTURAS ...
... e paz na Terra aos seres de boa vontade 11/07/2019

 

"Hosana nas Alturas" é um termo extraído do latim e do hebraico. Significa “Salva-nos, te imploramos”, ou “te imploro”. Agora, esclarece o exato sentido de que o ser humano ainda nutre dentro de si sentimentos puros de bondade, amor e solidariedade. Com a expressão, quero evidenciar que uma mãe de quatro filhos, Rosana Rodrigues dos Santos, conhecida como Zana, que mora no Bairro Santa Marta, em Itabira, torna-se, por via do destino, alvo de três meninas que se situam na faixa etária inacreditável dos nove anos.

 

Discorrer sobre família, especialmente a nossa, é algo que envolve, à primeira vista, parcialidade. Para ter crédito naquilo que defendemos como tese ou método de vida precisamos provar o que deixamos estampado, escrito ou falado. Nestas palavras, sou obrigado a enobrecer as figuras de duas netinhas, primas entre si — Elis e Laís. A primeira filha de Clarissa e André, a segunda de Elen e Érico. Como suporte para melhorar a credibilidade, a outra, que compõe o que chamo de “Trio Esperança”, entra Isabela, ou Belinha, filha de  Jussandra e Ânderson.

 

Pois bem. Por vício de idade, ou de trajetória na vida, já que faço parte de quatro gerações, vivo a comparar o hoje com o ontem. E dedico-me  a ler, ouvir, escrever e falar que o mundo só piora. Ganho um notável puxão de orelhas quando sou obrigado, como agora, a imaginar que a vida ainda pode ser melhorada, tem algo bom guardado para decidir a vitória do bem sobre o mal. Aliás, Nostradamus, no século XV, já previu que teremos mil anos de paz, felicidade, alegrias aqui mesmo no Planeta Terra. As três — Elis, Laís e Isabela — emitem imaginaria mas verdadeiramente um atestado do profeta e médico francês, vivente do período renascentista. Também o Apocalipse de São João anuncia grandes acontecimentos se aflorando por nossos lados, graças a Deus.

 

Antes de dizer o que fez o Trio Esperança, vamos a Rosana, ou melhor, Zana. Ela é uma diarista que atende nas casas do bairro em que moram Elis e Isabela. Vive entre uma enorme prole de não sei quantos Rodrigues dos Santos. A casa não comporta filhos e sobrinhos. Zana é a rainha do lar ao lado da mãe e de uma irmã, se virando para dar sustento aos descendentes. Neste frio, tudo bem, dá para se embolar, enrolar, misturar. Mas, e no calor?

 

As meninas convivem com Zana. Sem alguém perceber, decidem entre si construir uma casa para que nela se  abrigue a numerosa família. Não tomam conhecimento das barreiras, dificuldades, do duro caminho que as condições normais impõem e que surgem fortes nos tempos de hoje.  Só sabem que no terreno da família de Zana cabe mais uma residência. Criam, como se fossem empreendedoras (que saiba disso o Sebrae) o Bazar da Zana e juntam objetos usados ou não para que, vendidos, rendam dinheiro necessário para se construir a sonhada casa.  Com certeza, elas pensam que se um camelô, ou ambulante de porta a porta, mercadeja caneta, óculos, lenços e água mineral e junta gente para ver, elas também venderiam a ideia, ou fariam tudo sozinhas, juntando multidões e, por trás, os recursos financeiros.

 

Seus pais imediatamente perceberam a grandeza do inigualável sentimento. E  aderiram. E passaram a juntar, vender também. E engajaram-se de corpo e alma. Quer dizer, elas lideraram os pais, os avós, os tios, os primos, os amigos, a redondeza inteira, logo a cidade vai se aglomerando num só sentimento. O bazar está funcionando agora permanentemente; outras promoções foram lançadas e serão realizadas, como um encontro denominado Mulheres de Ferro de Itabira, festas de aniversário, enfim, está formado o mutirão de ouro das meninas de ouro.

 

Ergue-se uma afeição unânime nascida da pureza do Trio Esperança. A carruagem está andando e dobra e supera as curvas das lamentações e objeções. Quem sabe da iniciativa não só apoia, como participa e até chora, derrama lágrimas arrancadas da real felicidade só de ouvir contar como, por quê, de quê, onde, quando, de que forma surgiu este vislumbre nítido que clareia o túnel do mundo.

 

Não vou dizer mais nada. Chega! Sou suspeitíssimo ao extremo. Nem derramando tempestades de pranto deixaria de me emocionar com o gesto das netinhas e com elas, de Isabela, neta de uma grande amiga, Carmem Lúcia, que conheço faz tempos. Mas quero deixar bem claro, muito claro, nítido e cristalino: Elis, Laís e Isabela merecem uma resposta de adolescentes, jovens, adultos e idosos. A resposta: que se construa a casa de Zana.

 

Elas apontam para a estrada da solidariedade que não busca compensação, e é anúncio incontestável de que uma nova vida vai acontecer aqui mesmo, no Planeta Terra, habitado por todos nós.

 

Hosana nas Alturas e paz na Terra às crianças de boa vontade!

 

Amém.

 

José Sana

12/07/2019

Fotos: 1. Elis, Isabela e Laís

           2. A família de Zana

           3 a 5. Mercadorias do Bazar

           6. As meninas trabalhando no Bazar

           

 


 

 

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