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Boa tarde - Itabira, sábado, 14 de dezembro de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

GERAL  
LEVANTA-TE, VALÉRIO!
Tradicional clube itabirano recomeça a vida com entusiasmo 23/11/2019

 

Em 22 de novembro de 2019 (ontem), quando o Valeriodoce Esporte Clube completava 77 anos de existência, um grupo de idealistas, liderado por João Mário de Brito, de vida 50% (cálculo meu) dedicada ao esporte amador e profissional de Itabira, resolveu tomar posse na direção do clube como seu presidente, e lançar, simultaneamente, uma campanha.

 

O nome da campanha é simples e sugestivo: — “Todos Juntos” — que promete fazer o clube de Itabira praticamente ressurgir das cinzas. Diria eu, que já escrevi várias vezes que o Valério estava morto, que agora a organização esportiva itabirana é um novo Lázaro, grito dado pela a sua nova diretoria e por  itabiranos idealistas: “Levanta-te, Valério!”.

 

Para dar a minha pequena contribuição ao “Todos Juntos”, pesquisei na minha biblioteca e fui me deparar com escritos do saudoso Fernando José Gonçalves, ex-secretário da Superintendência das Minas da Vale que, em seu livro de memórias denominado “A vida que Deus me deu”,  editado em agosto de 2001, nas páginas 35 e 36, nos oferece um pequeno histórico do nascimento do VEC, que transcrevo a seguir. Vale dizer que Fernando Gonçalves contou a história que ele também viveu.

 

“COMO SE ORIGINOU O VALERIODOCE ESPORTE CLUBE”

 

“No dia 22 de novembro daquele ano de 1942, um grupo de pessoas simpatizantes do esporte resolveu fundar um clube de futebol ao qual deram o nome de Valeriodoce Esporte Clube, nome esse que representa o endereço telegráfico da Cia. O então presidente da Vale, ao autorizar o funcionamento do clube nas dependências da mesma, determinou que o seu presidente e o seu vice-presidente fossem nomeados pelo Superintendente do Departamento das Minas. Sob proteção e com o irrestrito apoio da CVRD, o Valeriodoce cresceu e tornou-se uma paixão itabirana

 

Durante uma das suas primeiras apresentações, já no campo improvisado no Campestre, onde, para maior conforto dos diretores e convidados ilustres, foram construídos pequenos quiosques cobertos de sapé, aos quais dávamos o nome de torrinha. Para abrilhantar a solenidade, Dr. Israel foi convidado para assistir a peleja.

 

Um de nossos atletas mais salientes manifestou a necessidade de fazer uma saudação ao ilustre visitante e programou o seguinte arranjo: reunidos próximos à torrinha, abraçados, os jogadores pronunciaram: “— Valeriodoce... ré, Valeriodoce... ré, Valeriodoce... ré, quem é? Doutor Israé!...”

 

Houve uma época em que o clube foi dirigido por um “triunvirato”. Antônio Jorge, responsável pelo esporte; Paiva e eu pela sede, dividindo-se entre salão, orquestra, etc. e o bar que ficou comigo. Sua sede, construída no Bairro do Pará, foi conseguida com muito sacrifício. O lote doado pela Prefeitura e sua construção pela Cia., depois de muita lamentação. Para inauguração, o presidente, Dr. Oscar de Oliveira, visitou-a e autorizou o donativo de 40 mil (moeda da época) com que compramos os móveis, contratamos a orquestra e aparelhamos o bar. Constou do projeto uma pequena piscina que, para não ficar lotada permanentemente, era funda bastante, oferecendo pouco interesse para os frequentadores permanecerem na água.

 

O lote, que dividia com o fórum, era uma faixa sem ocupação para aquela construção. Conseguimos a sua doação pelo Estado, ampliando nossa área e assumindo o compromisso de, em retribuição, pintarmos o prédio do fórum.

 

O eletricista Zumário Ferreira criou um sistema de iluminação para o salão principal, onde as luzes com suas respectivas cores iam diminuindo de intensidade para dar lugar a outras que vinham adquirindo força e luminosidade.

 

O sistema chamava a atenção pela sua simplicidade e pelos resultados que oferecia, proporcionando uma iluminação diferente e bela.

 

O hino do clube foi composto pelo Edgar Ferreira da Silva, mecânico da Cia. e músico da orquestra. Contratávamos músicos competentes que eram admitidos na Cia., de onde obtinham seus salários. Em troca dessa parceria, tocavam no clube. A minha participação no desempenho da orquestra era tanta que cheguei mesmo a fazer, com a ajuda de um maestro, arranjos musicais e escrever músicas que eu solfejava e ele passava para a pauta”.

 

 

José Sana

Em 23/11/2019

 

Fotos - 1. Facebook de João Mário de Brito (de Bruna Carvalho)

          -  2. Notícia Seca

          - 3. Facebook de João Mário de Brito (de Euclides Éder)

 


 

 

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