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Boa madrugada - Itabira, quarta, 22 de maio de 2019   NOTÍCIA SECA

CIDADES  
GREVE CONTINUA NA JUNTA COMERCIAL
Segundo Jucemg, 60% dos servidores estão paralisados 19/03/2019

 
Após mais de um mês de braços cruzados, servidores da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) ainda não têm previsão de acordo para que a greve da categoria seja encerrada. Entre as reivindicações está o cumprimento do acordo firmado após a paralisação de 2017, que estabelece, entre outros pontos, a construção do plano de carreira dos servidores e a criação de uma comissão de combate ao assédio moral. A categoria também pede a volta da ajuda de custo, no valor de R$ 140, para todos os servidores da Junta, o pagamento integral do 13º salário de 2018, além de reajuste salarial para a categoria. 
 
Segundo a presidente da Associação de Servidores da Junta Comercial de Minas Gerais (Asjuc), Alessandra Araújo, 60% dos servidores estão paralisados. A principal reclamação da categoria é a falta de diálogo com a diretoria da autarquia. “Três dias após o início da greve, cheguei a encontrar o novo presidente da Jucemg, Bruno Falci. No dia, ele me disse que ‘não era prioridade conversar com servidor’. Depois tivemos uma reunião, mas eles não apresentaram nenhuma proposta. Não estão dispostos a negociara nada”, afirmou. A dirigente da Asjuc também afirma que a categoria já tentou, por meio de ofícios e requerimentos de deputados estaduais, agendar uma reunião com o secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa, chefe da pasta à qual a Jucemg é vinculada, entretanto nenhuma resposta foi obtida. 
 
“Precisamos que o governo abra negociação. Sobre a greve, infelizmente não temos outra alternativa, a princípio ela continua”, afirmou Alessandra Araújo. Além da paralisação dos servidores, interlocutores da Jucemg também relataram à coluna que diretores, procuradores e auditores estariam fazendo o registro de ponto em papel, em vez de ponto eletrônico, como os demais servidores. Eles disseram que, por meio do horário de filmagens das câmeras de vigilância do prédio, é possível confirmar que há adulteração de horários nas folhas de ponto. Outra questão levantada pelos interlocutores é que, há mais de seis anos, a Jucemg deixou a sede própria, na avenida Santos Dumont, sob alegação de reforma, para ocupar um prédio alugado na rua Sergipe. Entretanto, nenhuma obra foi feita até o momento. 
 
Em nota enviada ao Aparte, a Jucemg rebateu os dados da Ajusc e disse que, dos 176 servidores da autarquia, 46 estão em greve, o que representa 26% dos servidores. Sobre as reivindicações, o órgão disse que estão sendo atendidas. Em relação ao 13º salário, “todos os servidores do Executivo Estadual estão recebendo de forma parcelada” devido à crise financeira. Sobre a ajuda de custo, a Jucemg informou que, “para fazer jus a ela, cabe ao servidor cumprir a carga horária, como prevista em decreto”. Já em relação ao reajuste salarial, a nota informa que o governo de Minas está impossibilitado de conceder “em função das limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal”. Uma audiência pública na Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa de Minas, hoje, vai debater a situação dos servidores em greve.
 
A Jucemg informou, ainda, que a reforma da sede própria está orçada em R$ 22 milhões e que o valor corresponde a dez anos de aluguel, o que a autarquia considera viável no momento. Sobre os pontos eletrônicos, a nota afirma que “não há fundamento para colocar em dúvida a lisura do processo, uma vez que a flexibilização do registro do ponto eletrônico para ocupantes de tais cargos está amparada no Decreto 38.140/1996”.
 
Foto: Google Street View
 
Com O TEMPO/BRUNO MENEZES E LUCAS RAGAZZI
 

 

 

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