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Boa madrugada - Itabira, terça, 16 de julho de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

CRÔNICAS  
ESCREVENDO PARA O FUTURO - 2
Uma comissão eclética, especial, itabirana 21/12/2018

 

Hoje, vou continuar o tema escrevendo para o futuro. Nada tenho a explicar mais. Reconheço que há muito a se esclarecer, estarei à disposição num porvir não tão distante assim, caso haja essa necessidade.

 

A questão itabirana daqui a, por exemplo, 20 anos, está sendo estampada em mesa redonda, quadrada ou retangular neste momento (2018/2019), mas as consequências de medidas tomadas só repercutirão em eras vindouras, por exemplo, na década de 2030. As mutações humanas foram previstas em todos os conhecimentos e estudos que possam ser analisados,  e se apressam. A bíblia deixa o tema claro em Mateus 24:22 – “Os últimos dias serão abreviados’’. Ninguém precisa crer em escritos sagrados para concordar. Basta ser humano para entender.

 

A atual contribuição que me cabe é que a entrega, penhora, hipoteca, ou simples garantia de pagamento de Itabira à China das arrecadações da Contribuição Financeira por Extração Mineral (Cfem) faz parte do processo que se mostra como o melhor negócio do momento. Em trocadilhos, é “um negócio da China”, como dizem por aí.

 

Mas aparecem  alguns  fulanos de tais céticos que veem como preocupante a ação do governo local em assinar tamanho compromisso de tão gigantesca envergadura. Aí, puxo a cadeira, bebo dois copos de água e solto o verbo: “Quando o dinheiro estava cobrindo pagamentos de uma china de gente (a Prefeitura tem mais de cinco mil servidores), não perceberam que o trunfo, em forma de vil metal, estava sendo torrado ou até moído?  Se antes os valores do royalty iam para o custeio de funcionamento de uma máquina quase inoperante, tornar o Cfem alvo de investimentos não seria mais lucrativo? E menos arriscado?

 

Perguntam o que é Parque Científico e Tecnológico. Explico assim: é o ancoradouro da universidade, anexado a ela, que tem como modelo  o primeiro PCT do mundo, localizado em Sophia Antipolis, Sul da França. Tal empreendimento atraiu e atrai milhares de curiosos do planeta inteiro, incluindo este que rabisca estas linhas. Em nome da revista DeFato, estivemos lá entre maio e junho de 2010.

 

Conhecemos, na Côte D’Azur, o exemplo vivo de modelo da Unifei Itabira e registramos, em seis páginas, a história de Sophia, cidade de 140 mil habitantes, 40 anos de existência, que abrigava na época sete mil alunos, enquanto 70 países ali se agrupavam, fazendo o complexo gerar  mais de 30 mil empregos, com receita anual de 140 milhões de euros. Nada de mais moderno existe num pequeno espaço sem poluição, com mais infinitos para se expandir (DeFato, junho de 2010, páginas 36 a 41). Se não deu para entender, esperem mesmo o futuro acontecer.

 

Bem, agora, entenderam que PCT é Unifei? Façam a complementação: as obras paralisadas na Unifei tiveram reinício nesta semana. Mas o governo e seus assessores e consultores, além de políticos e palpiteiros, precisam entender que o futuro colocado na mesa não pode ser decidido somente por meia dúzia de seres mortais. Que há mandatos a se cumprirem, de agentes políticos, com dois anos de prazo, depois mais quatro, sempre um quatriênio a seguir. As cabeças itabiranas somam quase 120 mil pessoas e não são meia dúzia de gatos pingados. A estas poderíamos anexar a região de influência, que cresce ou regride em função da cidade-polo, aquela que deveria sempre assumir a condição de “antipolis”.

 

Claro que os humanos pensam sempre diferente. Alguns até adoram divergir por divergir. Que há mentes brilhantes ou semi-inteligentes, ou idiotas, principalmente. Mas não podemos fugir do processo, é o funil que sempre receitei como objeto indispensável à democracia. Primeiro é formada a Comissão  Eclética, Especial, Itabirana, que promoverá o funcionamento deste processo: pegar um recipiente normal, uma cuia, se quiserem; tragam uma batedeira, ou betoneira, ou liquidificador; despejem dentro todos os ingredientes, as ideias, as chamadas opiniões a que cada um tem direito inalienável.

 

Pronto. Liguem a tomada e esperem o escoamento na boca do objeto cônico, processo lento, gradativo, paulatino, a princípio, mas terá homogeneidade e se apresentará como ou eficiente ou, pelo menos, com a assinatura de milhares de pessoas ao cair em outra cuia ou tacho. Unanimidade, nunca!  Mas um método eficiente de responsabilidade, sim.

 

Por hoje é só. Salvo melhor juízo.

Fotos: Divulgação

José Sana

 


 

 

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