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Bom dia - Itabira, segunda, 21 de setembro de 2020   NOTÍCIA SECA CONTATO

CRÔNICAS  
ITABIRA DE DRUMMOND A MARCO ANTÔNIO:
Cidade que amo e prezo pelo futuro 04/08/2020

 

Não me aventuro em  acreditar que seremos condenados à forca. Mil vezes não, cremos, podemos, temos forças, temos a certeza disto. E muita esperança.

Sei que a vida na terra se resume em o BEM contra o MAL. Às vezes sentimo-nos deprimidos, vendo a ruindade vencer a bondade. Mas isto é apenas momentâneo, creio.

Estou me referindo a Itabira. Sei de sua história. Sei das lutas de seus filhos a partir de quando seu nome tornou-se internacionalmente famoso por causa de uma montanha de hematita pura, quase cem por cento de ferro, o saudoso e inspirador Pico do Cauê.

Carlos Drummond de Andrade, nosso conterrâneo mais famoso, pregava alertas sobre as consequências da mineração depredatória. Nem sempre foi levado a sério. Quem o conheceu ou soube apreciar a sua literatura, transparente em seus poemas inigualáveis, pôde entender e sentir seu profundo amor pela sua Vila de Utopia. Ele deixava clara a tristeza pelas transformações sem retorno ocorridas na terra natal, mas nunca desistiu de defendê-la diante das dificuldades que ele próprio traduziu na cava depressão de um conterrâneo do passado, o lendário Tutu Caramujo.

A esperança dele seria, com certeza, que em Itabira surgiria outro Drummond, mas não das letras, dos poemas, da filosofia. Porque a arte agora tinha outro nome: a reconstrução. E surgiu. Profeta ou não, Drummond teve resposta ao sentimento.

Refiro-me a Marco Antônio Lage, que se aporta  como reparador dos erros passados, consumados no desperdício fatídico da riqueza mal aproveitada, conterrâneo e visionário como Drummond.

Cabem duas perguntas e duas respostas:

— Quem é Carlos Drummond de Andrade?  Poeta de renome internacional, nascido em Itabira, autor de centenas de poemas e textos literários riquíssimos, que lutou com unhas e dentes pela salvação de sua terra natal.

— Quem é Marco Antônio Lage? Jornalista especializado em comunicação corporativa, de passagem bem-sucedida em uma grande empresa  internacional, empreendedor experimentado, investidor  na terra em que nasceu, dono do que requeremos, disposição, honestidade e compromisso.

Dois nomes. Duas esperanças. Drummond continuará inspirando o itabirano e Marco Antônio chega para arregaçar as mangas diante do desafio do fim da mineração. Agora, que venham a união e o resgate da sociedade civil organizada, que um dia proclamou a nossa cidade como educativa. Finalmente, quero dizer do fundo do coração o que realmente interessa: “Itabira, eu te amo”.

Karina Moura

Em 01/08/2020

 


 

 

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