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Boa tarde - Itabira, quarta, 16 de outubro de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

MEIO AMBIENTE  
RIO DAS VELHAS PODE VIRAR RIACHO
Alerta foi feito pelo Comitê da Bacia Hidrográfica 18/09/2019

 
 
Responsável pelo abastecimento de água para 70% da população de Belo Horizonte, e de 41% da região metropolitana, está quase sendo rebaixado à categoria de riacho em alguns municípios, como em Sabará, por causa da estiagem.
 
O alerta é do diretor-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), Marcus Vinícius Polignano,  que fez um apelo à população que depende da água do Velhas  para que haja um consumo consciente.
 
Segundo Polignano, a Copasa já está praticamente "sugando " toda a água do rio para abastecer a capital.
 
Além do problema da estiagem, segundo ele, o Rio das Velhas está extremamente sacrificado por causa do rompimento da barragem em Brumadinho. 
 
"Se já estávamos ruins, ficamos piores ainda com o rio Paraopeba. Você está tirando uma vazão ao máximo do Velhas. Estamos numa insegurança hídrica muito grande no Rio das Velhas", alertou Polignano.
 
NO  LIMITE
 
Segundo o diretor-presidente do CBH Rio das Velhas, ao contrário do Rio Paraopeba, que tem reservatório de água, a captação de sistema Bela Fama, que abastece BH e região, é feita na calha do rio das Velhas. 
 
Nova Lima, Raposos, Sabará e Santa Luzia  também dependem totalmente do rio das Velhas, segundo Polignano. "A vazão do Bela Fama vem caindo gradativamente a partir de agosto, caindo para abaixo de 10 metros cúbicos por segundo, quando o mínimo para o Rio das Velhas cumprir o limite dele é de 10,25 metros cúbicos por segundo ", alertou. Em agosto, esse limite chegou a atingir 9,7 metros cúbicos por segundo, afirmou. Em setembro, 9,6 metros cúbicos por segundo. 
 
"A Copasa está tirando quase 7 metros cúbicos por segundo,  praticamente sugando o rio", reagiu Polignano. "O rio das Velhas está abaixo do mínimo esperado. Há restrição de uso da água à montante de Santo Hipólito ", reforça. 
 
Ele também alerta sobre a qualidade da água, que recebe todo o esgoto da capital e de cidades ribeirinhas. "Há perda de qualidade do rio que o torna utilizável para diversos usos", ressaltou, lembrando o alto índice de mortandade de peixes, principalmente em Sabará, onde o rio das Velhas está quase sendo rebaixado à categoria de riacho, segundo ele. 
 
"Em Santana de Pirapama, o assoreamento do Rio é preocupante", disse. "Daqui a pouco, o rio pode ficar intermitente. Acredito que é a pior situação da história", comentou.
 
DECRETO
 
Na quarta-feira, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) baixou decreto reduzindo em 20% o volume diário outorgado para as captações de água do Rio das Velhas para a finalidade de consumo humano, dessedentação animal ou abastecimento público.
 
Para a irrigação, o volume diário de captação é de 25%, e de 30% para a finalidade de consumo industrial e agroindustrial. Para as demais finalidades, a captação de água do Rio das Velhas foi diminuída em 50%.
 
As restrições são da nascente do rio das Velhas, em Ouro Preto, na região Central, até Santo Hipólito, também na região Central, justamente para garantir água a partir de Santo Hipólito até a foz do rio, que deságua no rio São Francisco, na região de Pirapora, Norte de Minas.
 
PERIGO
 
Outro desafio que se coloca, segundo o presidente do CBH Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano, é o risco de rompimento de três barragens de mineradoras nas regiões de Ouro Preto e Nova Lima (Forquilha, B1 e B2, Mar Azul). " Estamos em alerta máxima. Não podemos nem imaginar as consequências de um rompimento", disse ele, cobrando das mineradoras a garantia de segurança.
 
Com Por Pedro Pereira/O TEMPO
Fotos: Alex de Jesus/O TEMPO

 

 

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