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Boa madrugada - Itabira, terça, 16 de julho de 2019   NOTÍCIA SECA CONTATO

HUMOR  
ENTREVISTA IMAGINÁRIA COM LEVICE CULPOSO
Cabrito conversa com Burro 15/03/2019

 

Não foi Nelson Rodrigues o inventor da entrevista imaginária. Na verdade, foi o Cabrito Rei do Capim.  Os seguidores do Mestre Capra sabem que esse tipo de bate-papo é a única solução para se resolver os problemas do falso ser humano. Num terreno totalmente desabitado, longe de holofotes e com apenas um repórter, à luz de lamparina, o entrevistado solta todas as verdades que existem. Torna-se franco, leal e sincero.

 

Por isso, o Cabrito, livre de qualquer pressão, convidou Levice Culposo, treinador do Clube Atlético Mineiro, para uma entrevista estupidamente imaginária. Vamos ver como foi o encontro dos dois irracionais num canto de periferia de Horizonte Sujo.

CABRITO — Por que o senhor voltou a dirigir o Galo Mineiro?

LEVICE    — Me pegaram à força na tranquilidade de minha casa e me trouxeram aqui. Ou melhor, me sequestraram.

C — Qual o salário acordado com o clube?

L   — Mixaria. Só vou falar porque esta entrevista é imaginária. Se não fosse ia xingar você pela curiosidade de bobo que é. Estou ganhando a mixaria de R$ 1 milhão apenas. Estou com vergonha de falar.

C — Ao aceitar o contrato, o senhor fez algumas exigências?

L   — Muito poucas exigências. Por exemplo, não aceito palpite nem sobre o boné que uso para tapar a careca. Se quiser vir com boné do Fluminense, eu venho; se quiser usar a camisa do América, do Cruzeiro, do Flamengo, eu venho.

C — O senhor discute com alguém a escalação do time?

L   — Que pergunta louca! Discutir com quem? Quem entende de futebol em Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil sou eu. Só a minha mulher tem o direito de dar um palpite. Mas ela nada entende também. Mesmo assim palpita demais...

C — A sua mulher está escalando o Patric no time titular?

L   — Não, porque o Patric é um caso excepcional. Ele é o melhor jogador hoje em atividade no Brasil. Repare como é voluntarioso. Olhe como nunca se machuca. Veja que na Libertadores levou dois cartões amarelos e não leva nenhum mais porque é um craque bem formado.

C — De quem mais o senhor gosta no time do Galo?

L   — Gosto muito do Elias. Ele joga muito bem. Outro que está bem é o Adilson. Adoro o Alerrandro. Qualquer hora vou tirar o Ricardo Oliveira do time. Não gosto de artilheiros. Já mandei vários jogadores que eram estrelas no time do Atlético para o inferno. Vocês se lembram do Ramon? Pois é. Chamei o Ramon de DNA de Alface e ele levou o Galo na Justiça. Foi um grande feito. O Atlético pagou apenas 3 milhões de reais por essa ação que valeu a pena. Quem mandou o Diego Tardelli embora daqui fui eu. E agora eu também não o aceitei de volta. Vocês se esquecem que eu também dispensei o Ronaldinho Gaúcho? Se não fosse eu aquele perna de pau estaria  marcando gols aqui no time. Já pensou que desgraça para nós?

C — O senhor acha que ganhará o Campeonato Mineiro ou a Copa Libertadores da América?

L   — Ganharemos os dois. E ganharemos também o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Não tem erro, este ano vou arrebentar aqui no Atlético.

C — O senhor não vai faturar nenhum vice-campeonato mais?. Resolveu acabar com o apelido de Levice?

L   — Levice é a tropa da lamparina! Vou amassar a cara de quem disser isso.

C — Uai, o senhor é bom de briga também?

L   — É claro. Você duvida? Você não viu lá no Uruguai? Eu chamei o repórter de um jornal de lá de vagabundo, filho de uma boa senhora e safado. Ele murchou todo...

C — O senhor não acha que agindo desta forma pode fazer com que os jogadores façam greve branca?

L   — O que é greve branca? É corpo mole? Quem fizer corpo mole não vai mais receber pagamentos de salários. Todos sabem disso.

C — Dizem que o senhor resolve problemas particulares de todos os jogadores. É verdade?

L   — Sim, é verdade. Mando os jogadores xingarem suas esposas, mando baterem nos filhos, mando cortarem a luz e a televisão de casa quando o time está perdendo. Não tolero que mandem nas famílias deles sem pisar. Isso é um absurdo!

C — Tá bom, seu Le... (nossa!!! já ia falar Levice). O senhor tem alguma mensagem para mandar aos torcedores do Galo?

L   — Tenho, sim. Eu quero que cada um assista os jogos do Galo calados e recolhidos. Não quero ouvir palpites em redes sociais. Estou p... da vida com esses covardes. No estádio quem vaiar será processado. Ninguém tem o direito de piar enquanto o time estiver jogando nem em 48 horas depois de cada partida. Quero que cada um dos torcedores vão direto à pqp!

C — Então, obrigado pela entrevista e pela sinceridade...

L   — Olhe, não me encha o saco mais com entrevista. Esta é a última que concedo. Vai caçar outro bobo para falar com ele. Eu não aceito mais!.

José Sana

Em 15/03/2019

 


 

 

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