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CABRITO ENTRA NA "ROTA DE FUGA"
Comedor de capim se exalta com inovação da Vale 17/05/2019

 

O Cabrito “Veio” não ficou nada feliz com o estrondo e rompimento de uma barragem de rejeito de minério de ferro em Brumadinho, tragédia ocorrida em janeiro passado. Na verdade, os chamados irracionais, que ameaçam trocar com os humanos a classificação entre as raças, ficaram muito mais sentidos que os ditos humanos. Na Vale faltou que mineradora promovesse uma festança para comemorar o ocorrido. Mas teve demonstração de grata felicidade.

A empresa genuinamente itabirana, depois roubada essa essência, revolveu lançar uma inovação jamais vista no planeta Terra, a tal Rota de Fuga. Em Marte, segundo entrevista de um ET, em Varginha, ocorreram fatos mais ou menos assim. Os extraterrestres afirmam que o “vizinho” planeta vermelho é um pouco, só um pouquinho, mais atrasado que o nosso. Inacreditável isso.

Com todas as características de um povo extremamente burro, tapado, idiota, tolo, os moradores das cidades que contêm rotas de fuga, placas presas nos postes com a autoridade de quem manda em tudo (não é qualquer um que consegue dominar as ruas), estão, como dizia o saudoso ex-prefeito Luiz de Menezes, “batendo parmas de contentamento”.

A Companhia lançou a ideia, imediatamente aceita e fez uma declaração estupidamente feliz: nas cidades mineiras, especialmente Itabira e Barão de Cocais, não existem idosos, crianças, recém-nascidos, deficientes físicos, deficientes mentais, doentes, molengos, cegos, surdos, mudos, doidos de jogar pedra, bobos da corte, em situação de pré-agonia, cidadãos com morte cerebral, pacientes em hospitais, impacientes em filas, enfim, todos os seres viventes desta região são  somente saudáveis e têm porte físico de havaianos de filmes. Conclusão: a Vale se tornou uma redentora empresa mineradora da raça humana e desumana.

Cabrito “Veio” resolveu entrar na disputa com a sua esperteza e experiência de subir em telhados, em comer verduras em hortas. Em torneio promovido pela tal de Defesa Civil, composta por duas mulheres e um computador velho, o Mestre Capra perdeu na corrida rumo a um saco de capim.

Mesmo sucumbido  no torneio, o Cabrito ainda recebeu uma cantada violenta: a Vale quer que ele entre para o seu quadro de funcionários. Até agora está ocorrendo uma dura negociação porque a Vale diz que só paga em dólar ou euros e o Cabrito só quer receber em braquiária. Vamos ver o que vai dar. Outro desacordo até agora não resolvido é o de distribuição de equipamentos: mesmo reconhecendo que todo habitante de áreas mineradoras não tem defeito físico, sequer velhice, a Vale resolveu distribuir tapa-bocas (para ninguém gritar na hora de correr), tapa-ouvidos (para só sentirem a tremedeira das sirenes) e muletas eletrônicas a algum eventual aleijado que por ventura possa surgir. A falta de acordo é que a Vale está com vergonha (na cara não tem) de  entregar esses troços bizarros e quer que os cabras da peste o façam. Esses também declinam. 

Na cidade de Cabritolândia, moradia definitiva, governada pelos caprinos, está sendo preparada uma grande festa em homenagem à sua Mamãe Vale, tendo a Cabrita “Veia” como organizadora, mesmo de peitaria cheia de leite. A mineradora perdeu o prestígio entre os humanos mas está sendo reconhecida galhardamente pela raça dos quase ex-irracionais. Viva a raça caprina! Viva o Rei Capra Veio!

Em tempo: a Vale foi indicada para o PRÊMIO NOBEL DA FALA DE PAZ.

CABRITO “VEIO” (ex-Bom Cabrito)

 


 

 

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