10

Para início de conversa, confesso, publicamente, que este é um dos textos mais difíceis a que me propus, diria enfrentar, nos últimos anos. É um desafio também a contragosto.

Depois, devo apresentar o reconhecimento de que sou leigo completo no assunto a ser abordado agora, mais precisamente um analfabeto integral. Desafio essas condições tomado por enternecimento ou compaixão, plagiando o poeta Carlos Drummond de Andrade, em “Sentimento do Mundo”, título de um livro dele, publicado em 1940.

O TEMA

 O tema, para desagrado próprio, repito, não passa de atos e fatos que detesto discutir, porque o caso mete pavor, traz horror, inquietação, dramaticidade, piorando mais ainda quando se refere a algo desconhecido até na esfera científica. Para simplificar, ninguém sabe, por mais bem entrosado que seja no assunto, como surgiu essa doença chamada Covid-19, também tratada de Coronavírus. É natural, como a Gripe Espanhola de 1918-1919, ou fabricada em laboratório? Quem puder me dar resposta, estou aí para ouvir, só não venha com blá-blá-blá ideológico.

A LUZ

 Para explicar o porquê me detive no tema, digo ter sido agredido por notícias dramáticas. Recebi um, depois, dois, três, vários links, chamando a atenção para um assunto que, a princípio, as pessoas consideram fútil e, na verdade, carrega a classificação de sério. Refiro-me à matéria “Prostitutas de Belo Horizonte suspendem trabalho e pedem vacinação urgente” (https://noticiaseca.com.br/arquivos/3554).

Não propriamente sobre o tema em questão, mas envolvendo principalmente adolescentes e jovens, publicamos live da enfermeira Elisângela Ribeiro, que atua na Secretaria de Saúde da Prefeitura de Itabira, com a chamada “Adolescente, você comanda!” (https://noticiaseca.com.br/arquivos/3524).

Não é preciso estender muito, basta afirmar que a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira, assim mencionada por matéria do UOL, chama a atenção não apenas de 3 mil associadas que diz ter a organização em Minas, mas de todos os adolescentes e jovens do mundo, para o risco da prática sexual livre como se pode confirmar pelos problemas existentes e inquestionáveis.

A QUESTÃO

 Quem estiver interessado, mesmo que seja como eu um completo ignorante, ou “quadrado”, e não tenha visto com os olhos próprios a clareza sobre a realidade que se expõe inequivocamente, encontra na internet fartíssima literatura sobre a questão sexual, que focaliza adolescentes, jovens e até crianças, essas últimas, evidentemente mais presas de tarados inconsequentes. Mas neste instante, trato o assunto sexo consentido. Outros casos, de ataques físicos têm, faz tempo, campanhas específicas e muito repetidas. Aqui mostramos um quadro.

AS VÍTIMAS

 

Outra pesquisa que se pode fazer é sobre os números de vítimas da Covid-19, cuja estatística está pegando para valer a faixa etária dos 16 aos 30 anos, ou até 40, mostrando claramente como ainda faz falta alertas sobre isso. Porque, desde os primeiros passos desta crise, a pandemia, que estourou a partir de março de 2020, tem-se focalizado como “candidatos” à infecção, praticamente só os acima de 60 anos, e com comorbidades classificados como “grupo de risco”. E se concentrou nisto: velhos e doentes crônicos.

Passa um carro de som debaixo de minha janela de hora em hora. A música de fundo é fúnebre, a voz do locutor lúgubre, a chamada faz tremer até o mais precavido da cabeça aos pés. Abre-se a internet e desfilam pelas redes sociais, umas após outras, manchetes que inspiram depressão e que ninguém tem a coragem de encarar: reconhecidamente em estudos científicos, Itabira detém altos índices de suicídios. Inexplicável que a imprensa ignore e tente justificar que o fator “populariza” o tema e se impõe como sugestão forte a quem decide se autoexterminar. Fosse isto verdade, não estariam metendo medo e horror, mas alertando seguramente quanto a um vírus desconhecido que atinge todo mundo. Um pavor substitui o outro e ambos seriam nocivos.

RESPONSABILIDADE

Vou terminar meu desabafo reapresentando um alerta: o”grupo de risco” está plenamente correto e certo de suas responsabilidades, apesar de muitos fazerem vistas grossas e de desprezo às recomendações. Para esses, os locais em que mais se arriscam são bancos, lotéricas e supermercados. Onde menos existe o risco são os que estão, neste momento, sendo tratados como vilões: as lojinhas que recebem de dez a 20 clientes por dia, algumas nem isso, as igrejas que são rigorosas no cumprimento de protocolos e algumas reuniões curtas, até familiares. Ninguém proíbe quem vai ao banco de tocar fechaduras e teclas, espremer-se em filas, mesmo porque ainda não descobriram uma forma de viver sem dinheiro.

FINALMENTE…

Então, está aí o recado. Cuidemos de nossas crianças, vítimas de estupro ou brutalidade sexual, de adolescentes e jovens, que sofrem o poder da sedução (leiam o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, do século 18, ele explica cientificamente o poder e a força do sexo, embutido no instinto de preservação da espécie).

Que as campanhas que se desenrolam por aí dividam as preocupações, hoje concentradas no termo aglomeração, e esta não é a principal causadora do risco e do perigo. Se alguém quiser tachar-me de “quadrado”, fique à vontade, mas ajude nesta arrancada que está preocupando demais os profissionais de saúde com os quais tenho debatido o tema e a seguramente milhares de outros cidadãos espalhados pelo mundo. É um assunto praticamente não focalizado, outros vilões são inventados, os justos pagam pelos pecadores. Dispersam o óbvio que é a verdade nua e crua e só se fala em lockdown.

Que viva e sobreviva a geração de amanhã!

José Sana

Imagens: Divulgação

ORIGEM DA HUMANIDADE: NOVAS DESCOBERTAS MUDAM RUMOS DE PESQUISAS

Matéria Anterior

PREFEITURA DE ITABIRA PLANEJA INCENTIVO DE R$ 12 MILHÕES PARA MICROS, PEQUENOS E MÉDIOS EMPREENDEDORES

Matéria Seguinte
5 1 vote
Article Rating
Subscribe
Notify of
guest
10 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Julio
Julio
5 years ago

Muito pertinente!

Mary
Mary
5 years ago

Muito procedente a matéria!

Julio
Julio
5 years ago

Muito pertinente!

Maria Flor de Maio
Maria Flor de Maio
5 years ago

Muito bem elaborada a matéria. É um alerta a todos nós que diante do terror nos esquecemos das crianças e adolescentes, talvez os mais vulneráveis. Vamos nos focar nos fatos. Valeu.

Rita Licineia da silva
Rita Licineia da silva
5 years ago

Texto interessante!Precisa ganhar voz, ter mais divulgação sobre essa questão relevante.

Você também pode gostar

Colunas

60 ANOS ITABIRANOS

Seis décadas em Itabira, as quais muito serviram de amadurecimento para a vida. Sinto muito continuar dizendo que ainda estamos no atraso ...

Mais em Editorial