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A história de Itabira seguia seus passos com coerência, embora sofresse alguns percalços indesejáveis, alguns corrigidos. A tal “diversificação econômica”, agora denominada sinonimamente “fundo soberano”, já foi também “fundo de exaustão”. Esse o sentido original carimbado por Israel Pinheiro da Silva, primeiro presidente e gerente da velha Companhia Vale do Rio Doce (CVRD),

Há cinco anos e três meses o atual prefeito, guiado casualmente  pela que seria a “dama-mor”, prometeu construir uma Itabira completamente diferente da que o moveu a acreditar em elogios, aplicando a vaidade e o desenfreado narcisismo como se dissesse algo assim “durmo de consciência vazia”.

 

De quando em vez ele declara que deixará uma cidade com “marcas históricas indeléveis”, adjetivos que disparam à frente da lógica do seu conhecido ritmo de tartaruga. Ao invés de “futuro” — essa palavra só usa quando se refere a Rubem Barrichelo —  utiliza o termo “pracinha linda”, as que ele reformou, festejou e inaugurou..

 

Na mente, imagina a  Roma Antiga e os locais que lhe inspiraram governar no modo “pão e circo” (panem et circenses). Adotou o Coliseu e o Circo Máximo como inspiradores da Praça Redonda (Coliseu) e remendando pedaços nem precisou criar o Circo Maximo, apenas imaginou a Praça do Campestre, suas imaginárias obras-primas, ou seja, que compõem o infinito de realizações superiores às Pirâmides do Egito.

 

“VAMOS DANÇAR O CHA-CHA-CHÁ”

 

Fiz o longo preâmbulo para retornar ao ritmo cubano do Chá-Cha-Chá, que a Vale pratica, convencendo Itabira e itabiranos e ao desgoverno sem rumo (uso o termo desgoverno em referência ao jornalista Marcos Caldeira de Mendonça, dos poucos que fazem medo à dinastia dos Antonios, ou António). mostrando que a Vale pode continuar ditando a dança cubana, vagarosa, genuinamente sul-americana, com uma pequena dose de rumba, ou seja, “sou eu o mandante desde o tempo do PSD”.

 

Com o tempo vamos constatando (dou a dica à Vale) que a vaidade do desgoverno chega ao máximo de ele próprio acreditar no que já lhe colocaram na cabeça oca e nervosa, ou seja que:

— foi ele, ou a família dele que desbancou Percival Farquhar da Itabira Iron.

— Criou o Instituto Agronômico de Itabira em parceria com Domingos Martins e deixou-o ir embora.

— Instalou 14 forjas de ferro em Itabira do Mato Dentro.

— Fundou as fábricas de tecidos da Pedreira e da Gabiroba.

— Construiu a Estrada de Ferro Vitória a Minas.

— Fundou a Companhia Vale do Rio Doce.

— Depois da II Guerra Mundial a CVRD “quebrou”, ele emprestou dinheiro para salvar a Companhia (e o autor da façanha não foi Pedro Guerra).

— Trouxe o Colégio Nossa Senhora das Dores de São Domingos do Prata.

— Fundou o Ginásio Sul-Americano.

— Criou, na Constituição de 1988, o Royalty do Minério de Ferro.

—  Fundou o Colégio Comercial Itabirano transformado em Fide.

— Fundou o Hospital Carlos Chagas e o transformou em Municipal.

— Criou a Funcesi e depois trouxe a Faculdade de Medicina para Itabira.

— Trouxe a Unifei e caso não digam que foi ele promete retirar a Prefeitura do projeto.

—  Não criou o “fundo soberano” do “fundo de exaustão,.

— Inventou o “Itabira 2025, passou para 2053.

 

Finalmente a grande bomba que a dama número um anunciou de alto e bom tom em 15 de novembro de 2020: a dinastia ficará no poder de Itabira até depois do ano 2100.

 

José Sana

Em 31/03/2026

Imagens: Divulgação/Redes Sociais/Diário de Itabira

 

NOTA DA REDAÇÃO

 

Um detalhe me surpreende: Marco Lage não sabe discutir. Pela décima vez estou vendo que ele é um EMÉRITO SEM-EDUCAÇÃO. Destratou a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Itabira, Graziela Machado.

NS
José Sana, jornalista, historiador, graduado em Letras, nasceu em São Sebastião do Rio Preto, reside em Itabira desde 1966.

    BARULHO ITABIRANO

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