Depois de pelo menos cinco anos e meio do transcurso de um governo opaco, com a dinheirama ainda transbordando nos cofres públicos, enquanto realizações até inexpressivas pouco ocorrem, promessas de campanha persistem não cumpridas, a demagogia segue dançando com na barriga avantajada do prefeito que encobre as nunca executadas ações do futuro. Para dar um passo de retardo contundente, eis que um fato promete balançar Itabira, Minas Gerais e quem sabe o Brasil: aliados do pior gestor que até os tempos atuais dão as caras na história itabirana, aderindo às exigências de tentar cassar o único vereador que cumpre deveres constitucionais, quais sejam o de fiscalizar o Poder Executivo e o próprio Legislativo. Nesta semana de 25 a 29 de maio o assunto municipal será somente este: decapitar o vereador Luiz Carlos de Souza. O resto da vida administrativa que se dane. A administração se realizará historicamente feliz, podem apostar.

Barrabás: se insistisse receberia o título de cidadão itabirano
UMA MANCHA NA TERRA DE DRUMMOND
Nesta semana é certo que Carlos Drummond de Andrade tremerá de novo seu sepulcro, quando o som de uma cassação de mandato eletivo seguir o caminho por atuação contra a democracia continuar sendo o prato do dia em sua terra natal, que nunca lhe sai da memória. Entrou na pauta da Câmara de Vereadores, na terça-feira (18), uma proposta notoriamente estúpida e até certo ponto vergonhosa, que pode tornar de vez Itabira oficialmente participante das trevas institucionais, ou o contrário, fazer “estourar a boca do balão” para um político que vem da área rural, entusiasmado e desejoso de contribuir com o progresso e o desenvolvimento , tornando-o a vítima imbatível, daí ao pódio, como preveem analistas políticos regionais. A ordem é cassar o mandato do mais atuante parlamentar da casa pública itabirana. Vem de cima a força destruidora, gerida pelo prefeito, que exerce o cargo de “imperador” ou “sofista” da Grécia Antiga, com o dedo apontado por uma conhecida guru, que diz ter feito treinamento na também na Grécia. Decepar o vereador Luiz Carlos de Souza, oponente insistente, tão persistente que parece preparado para fazer uma limpeza ampla na sujeira itabirana, é o sonho do gabinete agora. Fica a pergunta simples e solucionadora de questionamentos: por que não deixar-se fiscalizar? Não seria uma ato de exibir honestidade a custo zero, limpeza inquestionável, dignidade sem mácula, brio que transpõe muralhas? Esconder os segredos não é lá uma terrível pista de culpabilidade?
Notícia Seca mantém o propósito de ser claro e impassível, principalmente a partir da semana s passada, quando 13 dos 17 vereadores itabiranos perderam a oportunidade de garantir um atestado de boa conduta ao pagador de bajulação. O vereador Luiz de Ipoema, jogado no covil de leões famintos, não estaria no ponto de tornar-se um herói por imposição de seu trabalho e ao malefício de seus colegar?? Ou acreditam que ele não tem reforçada assessoria, a ponto de sustentar o que diz e diz provar.
DE BARRABÁS A LUIZ CARLOS
Nada a ver historicamente Jesus com Luiz Carlos — repito mil vezes que fica o exemplo como um lembrete, já que o povo arrependeu-se terrivelmente de optar pela crucificação do Redentor — mas o exemplo religioso e histórico é necessário civicamente e faz lembrar o que perenemente se gravou nas raias da injustiça. Jesus, há mais de dois mil anos, Luiz Carlos de Souza desde quando tomou posse como vereador em 2021 estão aí como provas.

Vereador Luiz Carlos de Souza: perseguido por fiscalizar os poderes (Cartum Diário de Itabira)
Do ano 30 a 33 da História Cristã, entre Jesus e Barrabás a multidão escolheu libertar o culpado e entregar o inocente à morte. E essa é a verdade que transforma tudo: somos nós como aquele povo falho e imperfeito que escolheu Jesus para cumprir o seu destino salvador do mundo. Após Pilatos entregar Jesus à crucificação inédita, devolvendo-o a Herodes (o real mandante do assassinato do Rei dos Reis), ou lendo essas escrituras, parece que é tanta a pressão da Prefeitura sobre vereadores e demais financiados que se juntando eventualmente hoje cassariam também Jesus, caso fosse o desejo do “Herodes Ipoemense”.
Teria mesmo Itabira o destino da crucificação de sua vida futura ao invés de uma ressurreição merecida, por obra exatamente de políticos que não vasculham a nossa história e não procuram encaminhá-la ao progresso e ao desenvolvimento e sequer lavar as mãos como o omisso Pôncio Pilatos?
Resta uma pergunta a uma figura-chave neste contexto: prefeito Marco Antônio Lage, o que de bem o senhor já fez por Itabira?
José Sana
Em 25/06/2026
Imagens: Diário de Itabira (cartum)
P.S.: No governo de Dr. Jairo Magalhães Alves (1977 a 1982) o ex-vereador Raimundo Geraldo Gonçalves fez um pedido de cassação de Dr. Jairo, mas foi algo dito em um aparte e nada oficial. Dito isso para garantir que o único pedido real está nesta tresloucado processo aberto pela Câmara de Vereadores de Itabira contra um seu representante eleito pelo povo.












