Amigos, eu sou um maluco tristeza. Por isso, falo e provo, fato que provoca um certo estresse em algum eventual leitor. No dia do lançamento do livro “Eco da Superação”, meu amigo Fernando Silva discursou e soltou meia-verdade registrada em equipamentos. É a seguinte: “José Sana escreve o dia inteiro”. Fiquei alegre meia-boca. O motivo é simples: para escrever o dia todo tem que parar para ler, refletir, pensar. Eu não sou um Chico Xavier nem um Divaldo Franco para produzir tantos verbos, substantivos e adjetivos. Como nada faço disso, só escrevo, então Fernando publicou uma inverdade total. Mas o perdoo porque veremos adiante.
Pronto, falei. Agora vamos ao que interessa: “Babei doce de leite no colarinho quando li a sua coluna de hoje (2/2/2026). O que ele publicou na DeFato online? “Mas o que é essa tal de versificação econômica?” (https://defatoonline.com.br/mas-o-que-e-essa-tal-diversificacao-economica/) . Em termos mais sofisticados e claros, deu um show de conhecimento de um fato que não entra na idiota da cabeça do itabirano, ludibriado por um imperfeito prefeito.

E vai ele (Fernando) obrando super metáforas, lembrando o tempo dos curandeiros da Praça da Rodoviária, em Belo Horizonte, que vendiam de raízes para fortalecimento erétil, da melhor circulação sanguínea a uma tal de “guiné tatu” (não vou falar o que é, por enquanto). Foi sensacional, tanto a figura de linguagem quanto o fato histórico de o povo procurando cura para seus males. No entanto, Fernando duvidou que o fato caíra no esquecimento.
E não. Porque Itabira tem hoje uma feira livre (cuja construção, nos moldes da atual, lenta e fraca ação municipal) a obra não está sequer com o projeto na planilha meiada e deve ser inaugurada lá pelos longínquos anos da Cidade Fantasma, dizem que em 2041, mas a pressa, que é inimiga da perfeição, já fechou cerca de cento e cinquenta lojas na cidade. Na Feira Livre tem um monte de raizeiros que vendem de tudo, inclusive um implacável, cheio de sugestões no do repertório tradicional de ervas . Veja a placa dessa barraca muito frequentada: “Adão e Erva”.
Estou falando demais e contrariando os comentários proibidos dentro da “Fazenda Boi que não lê”. Bem perto tem outra casa empreendedora que se chama “Boi que ri”, mas a essa não me refiro agora. Depende da autorização do proprietário.
Só queria encerrar, então, este comentário para o leitor não zangar-se mais, visto que a crônica de Fernando Antônio Silva é inesquecível e incomparável. Sugiro que a transcrevam em ata da Câmara Municipal e a tornem (a crônica) moldada num quadro, um bem patrimonial protegido por ser histórico, artístico e cultural.
Objetivo: criar lei em torno do tema para que não fiquem rosnando de esquina a quarteirão, de salão de beleza a salão de barbeiro, de boteco a bar, de velório a festa e de reunião oficial pública a outra bate boca, soltando esta frase indigesta chamada “diversificação econômica”, fato que enobrece o lero-lero e não agiganta Itabira. É, repito, enrolo de mamar na vaca leiteira chamada Itabira, que vai ficar sem pasto e não vai mais dar leite.
Querem saber o que devem fazer? Trabalhar, ver o projeto de São Gonçalo do Rio Abaixo, de Sophia Antipolis (França) e impor fim ao mimimi. O falatório infartando quem nem sofre do coração.
José Sana
3/3/2026
Fotos:
PS: Este comentário (não é uma crônica) é para o site DeFato Online, coluna de Fernando Silva. E será transcrito no Blog “Notas de um Repórter em Extinção” e Notícia Seca.












