Meu nome é Júnior Santos (repito: eu incorporado ao nome dele), jogador de futebol, apelidado Berimbau, 1,88m. Nasci em 11 de outubro de 1994 (31 anos de idade) na cidade de Conceição do Jacuípe, Bahia. Fui contratado pelo Clube Atlético Mineiro em janeiro de 2025, há, portanto, um ano e dois meses. Eu, quem rabisco estas linhas , anotem para não fazer confusão: vivi 11 em São Sebastião do Rio Preto, 60 em Itabira, dois em Guanhães, dois em Conceição do Mato Dentro, um em João Monlevade e cinco em Belo Horizonte. Mais nove meses no útero de minha mãe.
E vamos ao que interessa. Gente, ser atleticano é mais sofrido que chegar na porta do inferno e ser ameaçado. “Ou pula, ou nós lhe empurramos neste fogo eterno”. Já passei dias e mais dias desejando que o atacante Júnior Santos jogasse no Galo. Via-o marcar gols antológicos, históricos e parece que meu santo ajudou. Logo depois que ele se sagrou artilheiro do Botafogo na Libertadores da América, enfim, o Galo teve a felicidade de buscá-lo, um milagre. E ele chegou sob as graças, se não me engano, de Cuca.
Recentemente, usei o Blog do Chico Maia para protestar contra o abandono que os treinadores lhe deram. Meu neto, itabirano, Felipe Ribeiro Sana, vive com o pai no Rio de Janeiro que tem o mesmo nome meu, foi à Arena Newton Santos vê-lo jogar e lhe fizeram uma foto histórica. Pensei que aquilo fosse uma profecia (foto em anexo). Logo depois, o Galo contratava o craque.
No entanto, veio a decepção. Ocorreram lesões no jogador, em seguida, decepções. Ontem, por exemplo, contra o América Mineiro, nem relacionado ele estava, sinal de que estaria, sim, sendo negociado. Desconfio. Lá vem nova burrada sempre repetitiva. Deve ser verdade pelas fontes com as quais apurei. Agora, uso de minhas faculdades naturais para ser, pelo menos por um dia (ele que me desculpe), o José Antônio, dos Santos Júnior (Júnior Santos), seu nome de Cartório e Pia Batismal, para terminar estas longas linhas.

Felipe Ribeiro Sana (meu neto, mora no Rio de Janeiro, tem 18 anos de idade)
Continuo escrevendo: Sou Jr. Santos. Entendo de futebol. Cheguei a ser astro e fui levado às portas do Botafogo, à Arena Newton Santos. Sou, modéstia à parte (ou às favas), apesar de ter sido pilhado por contusões, um futebolista vibrante. Sou veloz, chuto com os dois pés, cabeceio bem, tenho saúde de ferro, sou sonhado por milhões de torcedores. De acordo com o mercado, tenho vibração, vontade, valor para jogar para pelo menos duas grandes temporadas.
Querem me vender sem, sequer, ter um jogo completo de teste. Absurdo!. O novo treinador, Eduardo Domíngues, não me viu jogar, mas a verdade é esta: sonhava em ser mais um ídolo do Galo. Infelizmente, acredito apenas que vem aí mais um descarte. Um dia a grande e fanática torcida do Galo vai chorar copiosamente, Não queria ser mais um ex na história deste grande clube.
José Sana
02/03/2026
Foto: do autor












