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A palestra Harmonização da Cachaça, ação promovida durante o 1º Festival da Cultura Tropeira, nesta quarta-feira (25), atraiu um bom público para conhecer os segredos desta bebida destilada criada há mais de 500 anos e tão apreciada por grande parte da população. Durante a palestra, a fundadora da Cachaça Mineiriana e responsável técnica por várias destilarias em todo o Brasil, Ana Marta Sátyro, mostrou aos participantes a versatilidade e a riqueza da cachaça que é Patrimônio Cultural de Minas Gerais.

“Ipoema nos recebeu muito bem, temos uma parceria muito legal com os moradores daqui. É um prazer explicar sobre a cachaça para essas pessoas. Vamos desmistificar algumas ideias, mostrar as várias formas de se consumir a bebida, podendo ser gelada, com pedra de gelo, em drinks e a variedade de tira-gosto que pode acompanhar. A ideia é mostrar a versatilidade e a diversidade da cachaça como um todo”, explica a técnica Ana Marta Sátyro.

O evento contou com a participação de moradores de Ipoema e de turistas que visitam o distrito. O artista plástico, Anderson Conde, mora em Belo Horizonte e recentemente comprou um terreno em uma comunidade próxima de Ipoema. Ele e a esposa Adriana Nere, viram nas atividades do festival uma oportunidade de conhecer melhor as pessoas e a localidade. “Eu faço parte de uma associação da comunidade do alto de Montes Claros,  e quando vi a programação achei interessante para conhecer e ter algumas dicas sobre a cachaça. Trouxe ainda um vizinho que tem um alambique para participar”, disse Anderson Conde.

A psicóloga Adriana Nere, que acompanhou o marido durante a palestra completou: “com relação ao primeiro festival achei interessante porque ele veio com a proposta do atrativo do turismo e é uma ideia que a associação da comunidade de Montes Claros já vinha discutindo para estimular a comunidade local a trabalhar e empreender nesta área. Estávamos debatendo esta ideia e levantando algumas possibilidades e a prefeitura trouxe este festival. Estamos participando de todos os eventos. Estou gostando muito, estou muito animada”.

O pequeno produtor, Daniel de Castro, viu na palestra uma oportunidade de conhecer mais sobre a cachaça e aceitou o convite do vizinho para participar do evento. “Achei interessante participar para interagir mais sobre a cachaça. Como eu tenho um alambique e estamos entrando no projeto para regularização, pensei até em pegar uma consultoria, é uma ótima oportunidade”.

Ainda nesta quarta-feira, o grupo Viravoltear fez uma intervenção pelas ruas de Ipoema para convidar a população a assistir ao espetáculo de teatro “Os Silva”. A peça teatral criada pelo grupo em 2017 traz uma temática da cultura popular e foi apresentada na praça Augusto Guerra.

“A proposta do grupo para este Festival da Cultura Tropeira é trazer essa atmosfera familiar em uma perspectiva bastante lúdica, mostrando o que era o cotidiano dessas famílias, que viviam em Ipoema, viviam em outras localidades e que marcaram bastante o cotidiano da família de Minas Gerais e até mesmo de outros lugares que Minas acabou influenciando”, conta Joaquim Olegário, produtor executivo do grupo Viravoltear.

O 1º Festival da Cultura Tropeira segue com uma programação extensa até o dia 28 de maio, encerrando com o um grande show do músico Renato Teixeira e o Bailão Sertanejo, uma apresentação de artistas de Itabira. As atrações acontecem no Campo do Aliança e prometem atrair um grande público.

A programação completa está disponível no site: www.festivaldotropeiro.com.br .

NS
José Sana, jornalista, historiador, graduado em Letras, nasceu em São Sebastião do Rio Preto, reside em Itabira desde 1966.

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