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Não é segredo para ninguém que o mundo está em pleno desenvolvimento, isto é fato. A cada dia desenvolvemos novas tecnologias para diversas áreas de modo a facilitar a vida do ser humano. Claro que aliado a tudo isso tem o cunho econômico, que inegavelmente é que nos faz avançar e prosperar (Graças a Deus).

Tudo isso tem como lastro a melhora na qualidade de vida das pessoas, bem o aumento no consumo sobretudo de bens duráveis. A maior prova disso se percebe nos novos modelos de veículos, aparelhos celulares e nas modernas construções nos dias atuais. Estas, de pedra bruta, não são exuberantes como antigamente.

Ocorre que poucos percebem que o sofisticado é o simples, já que para se desenvolver algo útil e funcional necessita de anos de estudo. Aí que está o fio da meada. Ora, qualquer coisa que tem como objeto a facilidade no manejo, ou, a funcionalidade visando preservar o meio ambiente, embora aparente simplicidade é algo muito sofisticado.

Exemplo flagrante; novos modelos de veículos, brasileiros adoram. Hoje em dia tudo é modificado sob a alegação de que “poluir menos” (só encarece o produto), componentes eletrônicos para tudo que é parte do veículo, que por sua vez dura pouco. Tanto é assim que não são poucos os processos judiciais em que este aprendiz de Advogado tem de se desdobrar para garantir o direito de clientes que tiveram “pane” nos motores de seus carros, danificados com menos de “100k” (linguagem virtual), e pasmem-se, dentro das respectivas garantias dos fabricantes, que por sua vez se recusam a cumprir (Brasil tem disso).

Daí, impossível não se perguntar: Existe “sofisticação” em algo que dura pouco? Obviamente, que não. Numa época não muito distante, a mecânica simples resolvia tudo, isso sim era sofisticação! A bem da verdade é que confundimos sofisticação com complexidade, dificuldade, que por sua vez nem beleza tem. Quando o bom mesmo é algo simples de se resolver, consertar ou melhorar, e claro, belo (beleza põe a mesa sim).

Noutro giro, imaginemos um professor que tem missão didática de passar adiante uma determinada matéria, de modo que o aluno venha assimilar tudo de maneira simples e fácil- ocorre que na visão do homem médio até que parece simples, mas, é algo muito sofisticado pela simplicidade de converter a complexidade em didática simples.

Para aquele professor passar adiante uma matéria ou técnica de ensinamento com simplicidade, teve que investir anos de estudo. O que é simples para ele, vem implícita muita complexidade. As vezes até dificuldade de se compreender. Saber fragmentar algo complexo de modo que fique fácil para o leigo compreender a beleza, isso é sofisticação.

Então para que complicar se pode resolver tudo com simplicidade!. Não há nada de sofisticado em produtos de difícil manuseio, ou, obras que nada agregam à vida do homem moderno!

O que se vê nos dias atuais é um emaranhado de coisas que ninguém usa, e quando serve para algo, vem eivado pela abominável obsolescência, flagrante inobservância da lei 8.078/90 (Código de Defesa do Consumidor).

Sobre a “obsolescência”, nada mais é do que fabricar algo que venha a ser substituído em curto espaço de tempo (obsoleto), cujo fito é o de criar dependência e ansiedade nos consumidores, que vivem sempre na expectativa de comprar o “ultimo modelo” daquela marca famosa, de qualquer produto.

Mas, o tema é complexo. Delongar esse assunto implicaria em falta de sofisticação por parte desse Aprendiz de Advogado que pugna pela simplicidade nos termos e atos jurídicos.

Agradecemos sua atenção para com esse texto, pois, para entendê-lo carece de simplicidade e sofisticação. Pense nisso!

Despedimo-nos com a célebre frase do escritor, José Saramago:

“Das habilidades que o mundo sabe essa ainda é a melhor: dar voltas”.

 

Marllon S. Ferreira

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Marlon S. Ferreira
Marlon Sampaio Ferreira, advogado, técnico contábil. Já atuou como consultor varejo “Atacadista"/ Representante Medicamentos/ Comerciante no varejo de Tintas/ Servidor público.

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