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Acabo de acordar de um breve sono, pareceu-me mais um cochilo. Olho o relógio e vejo que já são altas horas. Escuto barulhos e olho pela fresta da janela deste quarto de hotel. Percebo então o vento tocando as folhas das paineiras, num sopro frio e úmido. O verde da mata se torna fosco num tom acinzentado coberto pela fumaça da neblina.

O sol surge agora exuberante, reluzindo na mata que responde à magia desse toque Divino resplandecendo em vários tons de verde, numa harmoniosa troca que encanta a visão.

Penso no coração de uma mulher madura, forte, que na trajetória de sua vida venceu barreiras. Coração exuberante tal qual a paisagem vista pela janela.

Da janela de minha alma vejo o coração adolescente daquela mulher madura, ora adormecido na fragilidade de um amor não vivido. Vejo a sedução tocando esse coração que responde à magia desse toque, despertando, resplandecendo em tons de paixão numa harmoniosa troca que paralisa a razão.

O coração é adolescente, mas a razão é madura. Num embate conflitante entre a razão madura e o coração juvenil, a alma chora, derramando na razão madura a dor que dilacera, queima e se espalha pelo corpo.

O sol se põe e a mata resplandecente se esconde na escuridão da noite. O amor se vai e não consegue esconder a paixão que fica no coração.

Maria Flor de Maio
Maria Flor de Maio Ferreira Muzzi reside em Caeté-MG. Aposentada como servidor público da Administração Direta do Estado no cargo de Gestor Fazendário. Trabalhou também como professora de Ensino Fundamental em Escolas Estaduais de Caeté. Casada, mãe de três filhos e seis netos; além de escritora, é poetisa.

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